- Marina Lacerda afirma viver sob medo constante desde acusar Epstein de abuso aos 14 anos; ela dorme com a arma à cabeceira por temor de invasão.
- Ela disse à Reuters estar “paranoica o tempo todo” e relatou ameaças após participar de entrevista coletiva em setembro de 2025 e pressionar pela divulgação dos arquivos de Epstein.
- No mesmo dia, mensagens ameaçadoras surgiram em vídeo do YouTube sobre ela, com textos como “ela vai ser eliminada” e “descanse em paz”.
- Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, citaram o nome dela em pelo menos 46 ocasiões; mensagens na internet também a descrevem como mentirosa e prostituta.
- A brasileira vive com a filha em um condomínio fechado; advogados de vítimas afirmaram que milhares de casos tiveram dados expostos sem proteção adequada.
Marina Lacerda, brasileira que em 2025 denunciou ter sido vítima de Jeffrey Epstein aos 14 anos, relata que vive sob ameaça constante desde então. Em entrevista à Reuters, publicada nesta segunda-feira, ela afirma dormir com uma arma ao lado da cama por medo de invasão em sua residência.
A entrevista aponta que o medo se intensificou após a divulgação de arquivos do Departamento de Justiça dos EUA, que mencionaram o seu nome em pelo menos 46 ocasiões entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo a reportagem, mensagens de ódio e ameaças de violência passaram a circular na internet após a exposição.
Lacerda diz que o assédio também foi registrado no ambiente escolar, com colegas provocando a filha de 12 anos sobre a eventual paternidade de Epstein. Atualmente, a brasileira vive em um condomínio fechado com a filha, buscando proteção e tranquilidade.
No contexto dos arquivos divulgados pelo governo americano, milhões de documentos foram tornados públicos, contendo dados de identificação de vítimas. Em fevereiro, o então vice-procurador-geral afirmou que houve erros esporádicos na divulgação, com esforços para corrigir.
Pam Bondi, ex-procuradora-geral dos EUA, reconheceu erros de censura em depoimento ao Congresso. O caso Epstein volta a ganhar repercussão, com advogados de vítimas destacando que milhares de registros foram expostos sem proteção adequada. Estima-se que pelo menos 177 mulheres tiveram identidades reveladas.
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