- Um canadense de dezoito anos, Trenton Johnston, foi pego após uma abordagem de trânsito em Miami, em março, em um Rolls‑Royce com cheiro de maconha e anfetaminas na bagagem.
- De acordo com documentos judiciais, ele financiou um estilo de vida luxuoso com fraude envolvendo criptomoedas, desviando cerca de $13 milhões para festas, joias, carros e um voo particular.
- Johnston, que entrava nos EUA sem autorização de trabalho após overstaying o visto, fingia ser representante de Google e de empresas de criptomoedas para acessar as contas das vítimas.
- Um grupo de amigos ajudava a ocultar os ganhos ilícitos, com um dealer de carros de Miami, Brandon Tardibone, ajudando na lavagem de dinheiro e compra de veículos de luxo.
- Johnston se declarou culpado de conspiração para lavagem de dinheiro em Miami; a pena estimada fica entre quatro e cinco anos, e ele concordou em cooperar para a deportação, dependendo de onde cumprir a sentença.
Trenton Johnston, de 19 anos na época, é apontado pelas autoridades como responsável por um esquema de fraude envolvendo criptomoedas que, segundo documentos judiciais, durou dois anos. Durante esse tempo, ele criou um estilo de vida opulento com fundos desviados de investidores, financiando festas, joias, carros de luxo e uma viagem em jato particular. Em março, foi parado em Miami conduzindo um Rolls-Royce sob efeito de cannabis, com anfetaminas em sua bagagem, conforme registro policial.
Conforme os autos, Johnston, que hoje tem 20 anos, fingia ser representante de Google e empresas de criptomoedas para obter acesso às contas de potenciais vítimas. Um grupo de amigos e cúmplices ajudava a ocultar os recursos desviados, com alguns deles mantendo golpes próprios paralelos. A investigação apontou que parte dos valores foi lavada por meio de compras de bens de alto valor.
A prisão aconteceu após Johnston entrar nos Estados Unidos pela fronteira com o Canadá em outubro de 2024, usando uma visto de um ano no estado de Nova York, sem autorização para trabalhar, segundo um depoimento de autoridades de Homeland Security Investigations. O caso ocorreu em meio a estatísticas que mostram crescimento de crimes envolvendo criptomoedas.
Brandon Tardibone, revendedor de carros em Miami, foi identificado como alguém que auxiliou na lavagem dos recursos, permitindo a compra de veículos de luxo, aluguel de curtos períodos de automóveis, joias e outros itens. Os papéis judiciais indicam que o grupo utilizava o aplicativo de mensagens Signal para tratativas entre Johnston e um coautor, com identidade não revelada.
O Ministério Público dos EUA informou que Johnston se declarou culpado de um único delito de conspiração para lavagem de dinheiro em um Tribunal Distrital em Miami. A pena prevista, seguindo diretrizes federais, gira em torno de quatro a cinco anos. Em acordo, Johnston evita acusações que poderiam levar a até 40 anos de prisão.
Prosseguimento legal e cooperação
Não foram divulgados comentários formais de advogados de defesa ou dos acusados. O acordo prevê cooperação de Johnston com autoridades para o processo de deportação, incluindo uma possível prisão fora dos EUA caso ocorra extradição. Os documentos indicam que ele é considerado réu primário, sem antecedentes criminais anteriores.
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