- A SB64, conferência de Bonn, testa a implementação de decisões da COP e liga Belém-Addis e o Roteiro de Adaptação de Baku, buscando tornar acordos mais concretos.
- O objetivo global de adaptação (GGA) pretende medir o preparo mundial para impactos climáticos, mas a avaliação de adaptação é mais complexa que a de emissões.
- Embora a COP30 tenha aprovado sessenta e nove indicadores, muitos ainda não estão prontos; Bonn lança discussões técnicas para ajustá-los e conectá-los a outros processos.
- O financiamento é central: existe a meta de US$ 300 bilhões anuais até 2035 para países em desenvolvimento, com esforço para chegar a US$ 1,3 trilhão por ano, mas há dúvidas sobre origem, condições e prioridades.
- O foco é sair de textos para políticas públicas: reconhecer afrodescendentes nos textos não basta se não houver ações reais, planos nacionais implementáveis e financiamento acessível para reduzir riscos nas comunidades mais vulneráveis.
Bonn, na Alemanha, recebe a SB64, conferência que funciona como teste de implementação climática antes da COP31. O objetivo é transformar reconhecimentos políticos em ações concretas, a partir de posições técnicas e negociações entre países. A reunião começa após a COP30, realizada em Belém.
A SB64 discute se o mundo está preparado para os impactos climáticos via o Objetivo Global de Adaptação (GGA). O foco é medir a capacidade de adaptação de comunidades, não apenas contar emissões, e conectar indicadores a processos como Belém-Addis e o Roteiro de Adaptação de Baku. A avaliação envolve técnicos e representantes nacionais.
O que está em jogo em Bonn
A conferência busca definir indicadores e metodologias para operacionalizar metas já aprovadas, como os 59 indicadores da COP30. Há entre os participantes a ideia de que indicadores moldam o financiamento e, por consequência, quem recebe proteção primeiro. A discussão também aborda lacunas deixadas por Belém.
Financiamento e implementação
Em Bonn, atores avaliam como o financiamento climático pode sair do papel para chegar a territórios vulneráveis. O tema é central, pois recursos previsíveis e acessíveis influenciam a capacidade de adaptação, inclusive em saneamento, saúde pública e moradia segura.
Desafios de participação comunitária
A perspectiva de comunidades afetadas é lembrada como crucial. A necessidade de políticas públicas que vão além do reconhecimento simbólico de afrodescendentes foi destacada após Belém, para evitar que textos avancem sem proteção real nas comunidades.
Perspectiva de curto prazo para COP31
A ideia é definir um trilho de implementação mais claro, com planos coerentes e financiamentos conectados à prática. Se a arquitetura internacional da adaptação avançar, poderá haver condições melhores para reduzir riscos nas próximas chuvas, inundações e eventos extremos.
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