- Bonn apresentou três prioridades globais para a COP31: eletrificação da economia, redução do crescimento de resíduos e queda no consumo de energia em edifícios.
- A meta “35 por 35” pretende elevar a participação da eletricidade no consumo final de energia de cerca de 20% para 35% até 2035, substituindo fósseis por eletricidade em carros, indústrias, edifícios e aparelhos.
- A presidência da COP31 propôs reduzir pela metade o crescimento global da geração de resíduos até 2035, mas organizações da sociedade civil dizem faltar detalhes sobre escopo, indicadores e implementação.
- A proposta para edifícios prevê reduzir, até 2035, a intensidade do consumo de energia do setor em pelo menos 25%, com críticos apontando que o alvo pode ser menos ambicioso que uma meta direta de eficiência.
- Foi lançada a Ponte para Implementação Climática, para facilitar parcerias, financiamento e assistência técnica; os detalhes ainda serão definidos, e há críticas sobre acesso e participação de países vulneráveis.
Bonn sedia negociações da ONU que definem prioridades para a COP31, marcada para novembro em Antália, Turquia. Durante o evento, Turquia e Austrália, copresidentes da conferência, apresentaram três grandes metas globais.
A principal ação é ampliar a eletrificação da economia. A meta, batizada de 35 por 35, busca elevar a participação da eletricidade no consumo final de energia de 20% para 35% até 2035. A ideia é substituir combustíveis fósseis por eletricidade em transportes, indústria, edifícios e equipamentos.
Segundo o ministro australiano Chris Bowen, o caminho com eletrificação gradual é central para reduzir emissões. Ele destacou a necessidade de gerar eletricidade cada vez mais a partir de fontes renováveis.
Outra prioridade é reduzir pela metade o crescimento global da geração de resíduos até 2035, segundo a presidência da COP31. Organizações da sociedade civil questionam o escopo, os indicadores e a implementação da meta.
Além disso, o setor de edifícios passa por revisão que prevê queda de pelo menos 25% na intensidade de consumo de energia até 2035. Especialistas apontam que o indicador pode ser menos ambicioso que uma meta direta de eficiência.
As metas anunciadas em Bonn não são obrigatórias, mas devem orientar acordos e compromissos a serem negociados na COP31. A expectativa é que sirvam como referência para ações conjuntas.
A iniciativa Ponte para Implementação Climática foi apresentada para facilitar parcerias, financiamento e assistência técnica. Os detalhes do mecanismo ainda serão definidos pelos organizadores.
As discussões ocorrem em meio a pressões por transformar compromissos em ações. Organizações ambientais apoiam a ênfase na eletrificação, destacando a necessidade de ampliar fontes renováveis.
Críticas também foram levantadas sobre a participação nas negociações. Ativistas, jornalistas e delegados do Sul Global relatam restrições de acesso, vistos e altos custos, o que, segundo eles, compromete a transparência.
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