- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou Guantánamo e alertou Cuba contra obter armamentos que alcancem a base ou o território americano.
- Disse que seria imprudente Cuba buscar esse tipo de arma e afirmou que nenhum país pode rivalizar com o poder militar dos EUA.
- Apesar da ameaça, Hegseth afirmou que Washington ainda quer manter uma relação positiva com Havana e buscar “amigos” entre a liderança cubana.
- A visita é vista como sinal do aumento da pressão de Washington sobre Cuba, em meio a uma série de visitas de alto escalão à região.
- O contexto envolve crise econômica cubana e a agenda externa de Donald Trump na região, com apoio de eleitores cubano-americanos na Flórida.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou Guantánamo nesta quarta-feira (10) e alertou Cuba contra a compra de armamentos que possam atingir o território americano ou a base em solo cubano. Segundo ele, seria imprudente qualquer tentativa de Havana de obter tais armas.
Hegseth não revelou quais armamentos estariam em foco, mas afirmou que nenhum país é capaz de igualar o poder militar dos EUA. Apesar do tom firme, o chefe do Pentágono disse que Washington ainda pretende manter uma relação futura com a liderança cubana.
A visita ocorre em meio ao aumento da pressão de Washington sobre o regime cubano, sob a linha de firmeza da administração Trump. Na reta final de maio, o comandante das forças dos EUA para a América Latina visitou Guantánamo e reuniu-se com altos diretores cubanos na área da base.
A ofensiva diplomática também ganhou contornos de tensão com ações da Casa Branca, como a formalização de acusações de homicídio contra Raúl Castro, ligadas ao episódio de 1996 envolvendo aeronaves civis operadas por cubanos exilados em Miami. A ofensiva externa busca influenciar a região.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que a visita de Hegseth pode servir como demonstração de força para reforçar a percepção de que Washington considera opções militares diante de reivindicações cubanas. A análise ressalta o peso de uma base estratégica na presença dos Estados Unidos na região.
Paralelamente, o governo cubano tem reagido com cautela a esse acúmulo de ações. Analistas mencionam que restrições econômicas em curso elevam o desafio para Havana, enquanto Washington reforça o eixo de coordenação com aliados da região.
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