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Defesa dos EUA alerta Cuba sobre compras de armas e risco de confronto

Secretário de Guerra dos EUA avisa Cuba sobre risco de confronto caso compre armas que alcancem a Baía de Guantánamo

Visita de Hegseth reforça mensagem de que, sem negociações, EUA podem considerar opções militares
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  • O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, alertou Cuba contra a aquisição de armas capazes de atingir a base naval dos EUA em Guantánamo, dizendo que isso provocaria um confronto que Havana não poderia sustentar.
  • A advertência foi feita durante uma visita à base norte-americana em Cuba, onde Hegseth disse que ainda espera por um relacionamento positivo com o país.
  • A visita ocorre em meio a uma série de ações dos EUA para aumentar a pressão sobre Havana, sob a condução de Donald Trump, com recentes deslocamentos de outros altos cargos dos EUA à ilha.
  • Em maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Havana, em uma sequência de demonstrações de atuação americana na região.
  • Hegseth afirmou que os EUA devem manter todas as opções à disposição para a contingência cubana e indicou que haveria novidades em breve sobre Venezuela e cooperação com Washington.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, advertiu a Cuba nesta quarta-feira contra a aquisição de armas capazes de atingir o território americano ou a base naval na Baía de Guantánamo, afirmando que isso provocaria um confronto que Havana não conseguiria sustentar. A fala ocorreu durante visita às instalações norte-americanas em Cuba.

Hegseth ressaltou que ainda observa possibilidade de um relacionamento positivo com Havana, mas deixou claro que o governo cubano não pode obter tais armamentos. Não foram detalhadas quais armas o governo americano considera ameaças ou qual seria o tipo de ataque envolvido.

A visita representa a mais recente ofensiva de alto escalão dos EUA para endurecer a pressão sobre Cuba, em um contexto de tensões crescentes desde o início do mandado de Donald Trump. O episódio também acompanha outras ações recentes de Washington na região.

Intensificação de pressão na região

O anúncio ocorre menos de duas semanas após o comandante-chefe dos EUA para a América Latina, general Francis Donovan, visitar a Base Naval de Guantánamo e conversar com um general cubano. Em maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, também visitou Havana.

Hegseth afirmou que os EUA esperam, em breve, avanços em direção a uma possível cooperação com a liderança cubana. O Departamento de Guerra assegurará ao comandante-chefe todas as opções disponíveis dentro de cada contingência, segundo o secretário.

Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que a visita pode sinalizar a determinação de Washington diante de preocupações com segurança em Cuba. A ideia é demonstrar que o custo de não negociar pode incluir o uso de medidas militares, mesmo com desafios logísticos.

Contexto regional e desdobramentos

Especialistas destacam que a política de Washington tem contado com apoio de comunidades cubano-americanas na Flórida, que defendem mudanças de regime. A administração Trump tem aumentado a pressão sobre Havana como parte de objetivos de política externa.

Em termos de ações recentes, Washington responsabilizou formalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro por homicídio relacionado a um ataque de 1996 a uma aeronave de exilados com base em Miami. O caso é considerado uma peça central da influência dos EUA na região.

O governo dos EUA sinaliza ainda possíveis desdobramentos na Venezuela, alegadamente por cooperação com grupos considerados terroristas. Segundo Hegseth, grandes notícias devem chegar em breve sobre o tema, com apoio de um parceiro venezuelano dos EUA.

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