- O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que os EUA voltarão a atacar o Irã “nesta noite” durante visita ao Comando Central dos EUA (CENTCOM), na Flórida.
- Segundo Hegseth, os ataques seriam claros e fortes para pressionar o Irã a avançar nas negociações com os EUA sobre o programa nuclear.
- O presidente Donald Trump fez declarações semelhantes, dizendo que o Irã seria atacado fortemente de novo hoje.
- Na terça-feira, os EUA já tinham realizado ataques a posições iranianas pela segunda vez desde o início do cessar-fogo entre os dois países, em abril.
- As ofensivas incluíram instalações militares no sudeste do Irã e a cidade portuária de Bandar Abbas; o Irã respondeu com mísseis e drones contra bases dos EUA na Jordânia, Kuwait e Bahrein.
O Pentágono informou que os Estados Unidos vão atacar o Irã nesta noite. A afirmação foi feita pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante visita ao Comando Central dos EUA (Centcom), na Flórida, nesta quarta-feira, 10 de junho. O objetivo é pressionar o Irã a avançar nas negociações com Washington. A operação, segundo o governo, seria contundente.
Hegseth afirmou que os ataques teriam intensidade e clareza suficientes para provocar mudança nas negociações. O secretário também associou a eventual ofensiva a um retorno de Washington a uma postura firme em relação ao programa nuclear iraniano, sem detalhar prazos ou alvos exatos.
O presidente Donald Trump já havia feito declarações semelhantes. Em entrevista à imprensa na Casa Branca, ele indicou que o Irã seria atacado de forma contundente novamente, reforçando a linha de pressão do governo americano. As declarações ocorrem em meio a tensões crescentes entre os dois países.
Na terça-feira, 9 de junho, os EUA voltaram a bombardear posições iranianas, marcando a segunda ofensiva desde o início do cessar-fogo, no começo de abril. A ação teve como justificativa a queda de um helicóptero norte-americano no Estreito de Ormuz, atribuída pelo governo dos EUA ao Irã.
O Irã respondeu aos ataques com novos lançamentos de mísseis e drones contra bases militares norte-americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. As ofensivas iranianas indicam continuidade da escalada recente entre as duas potências, após o episódio no Estreito de Ormuz.
Contexto e desdobramentos
O confronto envolve ações militares, negociações diplomáticas e relações com aliados regionais. Observadores ressaltam que a dinâmica recente pode influenciar as tratativas em aberto sobre o programa nuclear iraniano e sobre garantias de segurança na região. As informações oficiais não detalham planos operacionais ou cronogramas adicionais.
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