- FBI desativou mais de uma dúzia de sites usados por supostos agentes chineses para recrutar autoridades dos EUA.
- Os sites usavam identidade falsa, inteligência artificial e roubo de informações de empresas reais para parecerem empresas de consultoria.
- Recrutavam ex-funcionários e atuais com credenciais de segurança, oferecendo vagas como analistas de assuntos internacionais, defesa ou consultoria.
- Recrutas eram pressionados a fornecer informações confidenciais sobre temas como China-EUA, Irã e o conflito Israel-Palestina; pagamentos ocorreram via criptomoeda e bancos estrangeiros.
- Os administradores dos sites estavam no exterior e negaram envolvimento de governos; o DoJ acompanha o caso, com relatos de que ao menos um agente estrangeiro orientou a criação de um perfil no LinkedIn.
O FBI desativou mais de uma dúzia de sites usados por supostos agentes chineses para recrutar autoridades dos EUA com credenciais de segurança. Segundo a declaração sob juramento, os sites eram apresentados como fachadas de empresas de consultoria e recrutamento, operando no exterior. A ação envolve várias pessoas não identificadas que criavam vagas para atrair ex-funcionários e funcionários atuais.
De acordo com o documento, recrutadores pediam artigos sobre temas sensíveis como relações entre China e EUA, Irã e conflitos no Oriente Médio, enquanto pressionavam por informações confidenciais ou exclusivas. A investigação aponta que os administradores agiam de forma consciente ou inconsciente em nome do governo chinês.
Os sites eram financiados por criptomoedas e por bancos estrangeiros. Em alguns casos, pagamentos aos recrutados eram realizados a partir de contas situadas nos EUA, originadas no exterior. Não ficou claro se material confidencial chegou a ser compartilhado, conforme a declaração.
Recrutas eram atraídos por vagas como Analista de Assuntos Internacionais (remoto), Analista de Defesa, Empregos para Ex-Militares e posições de consultoria. A depender do cargo, os anúncios eram veiculados em plataformas de busca de empregos como LinkedIn e Upwork, entre outras.
Conforme o FBI, os conspiradores utilizavam identidade falsificada, além de fotos e vídeos gerados por IA, para criar perfis e conteúdos nos sites fraudulentos. A intenção declarada era obter acesso a informações confidenciais mediante pagamentos por relatórios de pesquisa.
Como funcionava o esquema
Pelo menos sete pessoas não identificadas teriam sido recrutadas por meio dos sites. Os recrutadores exigiam tópicos de interesse do governo chinês e buscavam funcionários federais abertos a oportunidades de trabalho, de acordo com o material do FBI.
Resposta das autoridades
O Departamento de Justiça informou que os administradores negaram qualquer envolvimento de governos estrangeiros. As investigações continuam para identificar os suspeitos e apurar a extensão do suposto esquema. As autoridades não divulgaram nomes ou detalhes adicionais dos alvos.
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