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Governo Trump alega ligação com grupo terrorista para barrar árbitro

Arbitro somali Omar Artan teve entrada negada nos EUA por suposta ligação com suspeitos de grupos terroristas, Artan nega vínculos e afirma não conhecer o Al Shabab.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, barrado nos Estados Unidos antes da Copa do Mundo, acena para os torcedores no estádio de Mogadíscio, na Somália - 10/06/2026 (Foto: REUTERS/Feisal Omar/TPX IMAGES OF THE DAY)
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  • O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve a entrada negada nos Estados Unidos, no Aeroporto de Miami, apesar de possuir passaporte diplomático e visto.
  • A decisão foi explicada pela fronteira como decorrente de associação com suspeitos de membros de organizações terroristas, tornando-o inelegível para admissão conforme a Lei de Imigração e Nacionalidade.
  • A administração do presidente Donald Trump informou que não permitiria que qualquer ameaça à segurança ingresse no país, citando remoção acelerada sob a INA.
  • Artan disse ao New York Times ter sido interrogado pelas autoridades de fronteira sobre vínculos com o grupo militante somali Al Shabab e afirmou não saber nada sobre o grupo.
  • A Somália está entre doze países incluídos na lista de proibição de viagem anunciada pela gestão Trump.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve a entrada negada nos Estados Unidos na segunda-feira, 8 de junho de 2026, no Aeroporto Internacional de Miami. A decisão ocorreu durante o processo de admissão, após inspeção pela CBP.

Artan alegou ao New York Times que foi interrogado sobre vínculos com o grupo militante Al Shabab. Ele afirmou que não tinha conhecimento sobre o grupo.

Segundo uma fonte da administração Trump, o viajante buscava admissão, mas informações depreciativas sobre associação com suspeitos de membros de organizações terroristas tornaram-no inelegível sob a Lei de Imigração e Nacionalidade.

A mesma fonte informou que o caso resultou na admissão negada e na emissão de formulários de remoção acelerada, com base no artigo 8235 da INA. O governo afirma não permitir ameaças à segurança no país.

Contexto e desdobramentos

O governo dos EUA já mantém uma lista de países com restrições de viagem, que inclui a Somália. A administração não detalhou quais evidências exatamente levaram à conclusão sobre Artan.

A assessoria de imprensa de Trump descreveu a decisão como parte de políticas para evitar riscos à segurança. Não houve esclarecimentos adicionais sobre o status futuro de Artan.

A história foi inicialmente veiculada pelo New York Times, citando depoimentos de Artan. A cobertura segue sob avaliação de autoridades e permanece sob consulta oficial.

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