- A Fifa mantém um escritório na Trump Tower, em Nova York, alugado à empresa da família Trump, mas ele fica quase vazio.
- Gianni Infantino fez da proximidade com Donald Trump uma prioridade, acompanhando o presidente em viagens desde 2018 e participando de eventos ligados à Casa Branca.
- A estratégia visa ampliar o peso da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, ampliar o mercado consumidor e melhorar a imagem da Fifa após episódios de corrupção.
- O Prêmio da Paz da Fifa foi entregue a Trump, gerando críticas de quem vê a relação como uma violação da neutralidade da entidade.
- Mesmo com críticas e controvérsias, a relação permanece, com Trump elogiando Infantino e autoridades discutindo impactos de imigração e de preços de ingressos próximos aos eventos.
A FIFA mantém um escritório no 17º andar da Trump Tower, em Nova York, alugado para a família Trump. Segundo fontes ligadas à entidade, o espaço costuma ficar vazio e não é utilizado com frequência.
Gianni Infantino transformou a proximidade com Donald Trump em uma de suas prioridades. Ao longo dos anos, o presidente da FIFA chegou a elogiar publicamente o então presidente, acompanhou Trump em viagens e participou de eventos na Casa Branca, Mar-a-Lago e outros encontros.
A relação ganha destaque num momento em que a FIFA planeja ampliar a presença nos Estados Unidos, principal mercado consumidor, e buscar legitimidade após históricos de investigações de corrupção. A Copa de 2026 é apontada como teste dessa estratégia.
Entre os elementos que alimentam o debate, estão visitas frequentes de Infantino a Trump e a participação do dirigente em eventos diplomáticos sem ligação direta com o futebol. Críticos avaliam que a neutralidade da FIFA fica comprometida pela proximidade com integrantes do governo.
O episódio mais comentado envolve o Prêmio da Paz da FIFA, criado sob a gestão de Infantino. Trump recebeu a homenagem durante um evento em Washington, gerando reação de parte da imprensa internacional e de dirigentes da entidade, que consideraram o gesto inadequado.
Ainda assim, Infantino manteve a relação próxima, chegando a defender ações conjuntas que, segundo ele, fortalecem o funcionamento da FIFA em cenários globais. Em público, o dirigente destacou a importância de manter diálogo com autoridades norte-americanas.
Na prática, o governo americano passou a ter acesso privilegiado a temas da Copa de 2026, segundo relatos de aliados da FIFA. A entidade nega acordos formais, reiterando que decisões migratórias cabem exclusivamente aos EUA.
Críticos apontam que, apesar do alinhamento com Trump, a relação não resolve todos os problemas. Problemas como altos preços de ingressos e controvérsias administrativas da entidade ainda são alvo de críticas internas e externas.
O período recente também traz questionamentos sobre quem realmente se beneficia da proximidade: dirigentes da FIFA observam que o ganho político não é unânime entre membros da organização. A Copa de 2026 é vista como cenário de avaliação.
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