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Japão propõe ampliar linha sucessória imperial, mantendo veto a mulheres

Parlamento japonês avança com reformas para ampliar a linha de herdeiros masculinos na sucessão imperial, mantendo veto a mulheres

Da esquerda para direita, o imperador Naruhito, a imperatriz Masako e a princesa Aiko acenam para uma multidão em Tóquio, no Japão. 23/02/2026 (Tomohiro Ohsumi/Getty Images)
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  • O Parlamento japonês apresentou proposta para ampliar a linha de sucessão imperial devido à falta de herdeiros homens jovens.
  • A proposta não autoriza mulheres a subir ao trono, mantendo o veto a uma imperatriz reinante.
  • Duas mudanças principais: mulheres da família imperial poderiam manter o status real após casamento com pessoas de fora da aristocracia; e a adoção de parentes distantes do sexo masculino para reforçar a Casa Imperial, com seus filhos potencialmente elegíveis no futuro.
  • O presidente da Câmara Baixa, Eisuke Mori, afirmou que o governo vai avaliar emendas e buscar aprovação até meados de julho; o atual imperador Naruhito tem 66 anos.
  • A princesa Aiko, filha de Naruhito, não integra a linha de sucessão e, se casar com alguém sem origem nobre, deverá deixar a família imperial.

O Parlamento do Japão apresentou nesta quarta-feira, 10, uma proposta para ampliar a linha de herdeiros do Trono do Crisântemo, diante da falta de homens jovens aptos. O objetivo é manter a estabilidade da sucessão sem abrir mão de princípios atuais.

Hoje, o único homem jovem apto a herdar o trono é o príncipe Hisahito, de 19 anos. O príncipe herdeiro Akishino tem 60 anos, enquanto o imperador emérito Akihito, 92, e o irmão dele, 90, completam a linha de idade avançada.

A proposta apresenta duas mudanças principais. A primeira permite que princesas casadas com cidadãos comuns mantenham o status real. A segunda autoriza a adoção de parentes masculinos distantes para reforçar a Casa Imperial, com seus filhos elegíveis no futuro.

Segundo o presidente da Câmara Baixa, Eisuke Mori, esses novos homens não entrariam na linha de sucessão direta, mas seus filhos poderiam vir a ser elegíveis. Mori afirmou que foi possível chegar a um consenso diante de opiniões divergentes.

O governo precisará redigir emendas e enviá-las de volta ao Parlamento. Mori indicou a expectativa de aprovação até meados de julho. Mesmo com o veto a mulheres, a ideia de uma imperatriz reinante recebe apoio significativo da população.

Contexto e reação

A proposta enfrenta resistência de setores conservadores que defendem tradições de longas datas. O imperador Naruhito, 66 anos, tem apenas a filha princesa Aiko, 24, que não entra na linha de sucessão sob as regras atuais. Se casar com alguém sem nobreza, ela deverá deixar a família imperial.

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