- Lula expressou preocupação com o avanço de movimentos de extrema direita em vários países e com os impactos da desinformação nas redes.
- O discurso ocorreu na 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, nesta quarta-feira, 10 de junho.
- Ele citou o México e comparou com os protestos de 2013 no Brasil, dizendo que reivindicações podem ser usadas por grupos organizados.
- O presidente afirmou que houve consequências, como o impeachment de Dilma Rousseff, e ressaltou o risco de radicalização.
- A defesa foi pelo fortalecimento das instituições democráticas e por um debate baseado em propostas, sem campanhas de desinformação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com o avanço de movimentos de extrema direita em diferentes países e com os impactos da desinformação e da insatisfação social. A declaração foi dada durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o chamado Conselhão, nesta quarta-feira (10/6).
Lula explicou que a fala seria breve no evento, citando compromissos com a presidente do México, Claudia Sheinbaum. O chefe do Executivo fez aproximações entre acontecimentos recentes no México e eventos ocorridos no Brasil em 2013.
Ele disse que movimentos inicialmente motivados por reivindicações específicas podem ser explorados politicamente por grupos organizados. Lembrou que o aumento de 0,20 centavos no transporte público, na época, serviu de pretexto para a presença de movimentos de rua e depredações em São Paulo.
Passado e possíveis consequências
O presidente afirmou que uma dessas consequências foi o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, levando Michel Temer ao Planalto. Segundo Lula, a radicalização brasileira ajudou a eleger Jair Bolsonaro posteriormente, o que, segundo ele, reforçou o ciclo de desinformação.
A comparação entre Brasil 2013 e o cenário mexicano atual передou a preocupação com possíveis similitudes. Lula afirmou acompanhar os acontecimentos com atenção e alertou para a necessidade de vigilância diante de processos de radicalização política, sem apontar responsáveis específicos.
Defesa das instituições e do debate público
Durante o discurso, Lula reforçou a importância do fortalecimento das instituições democráticas. Disse que o debate político deve se basear em propostas e não em campanhas de desinformação, ressaltando a necessidade de informações precisas para a tomada de decisões.
A fala ocorreu no âmbito de um encontro que reuniu ministros, empresários, representantes dos trabalhadores e integrantes da sociedade civil. O tema central foi a relação entre soberania nacional e protagonismo global.
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