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Manifestantes pedem exclusão do Irã da Copa pela FIFA

Manifestantes nos EUA pressionam FIFA pela expulsão do Irã da Copa, acusando o regime de usar o torneio para lavar a imagem diante de protestos e mortes de dissidentes

Imagens de ex-atletas iranianos são exibidas durante protesto em Los Angeles
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  • Manifestantes iranianos-americanos pediram à FIFA a expulsão do Irã da Copa do Mundo, durante protesto em frente à Prefeitura de Los Angeles.
  • Eles afirmam que o governo iraniano usa o torneio para lavar a imagem, citando mortes de dissidentes desde a Revolução Islâmica de 1979 e centenas de atletas.
  • Fotografias de atletas iranianos mortos foram expostas em uma galeria ao ar livre, com ex-jogadores lamentando as mortes de quem se opôs ao governo.
  • Opiniões no protesto variaram sobre se os jogadores iranianos devem ser vistos como parte do regime, com alguns argumentando que muitos são apenas atletas silenciados.
  • A FIFA e a seleção iraniana não comentaram inicialmente; a equipe afirmou que não jogará se houver bandeiras proibidas ou slogans críticos nas partidas.

Em Los Angeles, manifestantes iranianos-americanos pediram à FIFA a expulsão da seleção do Irã da Copa do Mundo. O protesto ocorreu nesta quarta-feira (10) em frente à Prefeitura, com denúncias de utilização do torneio para “lavar a imagem” do regime. O objetivo foi expor o que eles chamam de vínculos entre o governo iraniano e a equipe nacional.

Os participantes exibiram fotografias de atletas iranianos mortos sob custódia do Estado desde a Revolução Islâmica de 1979, além de relatos de executões durante o atual período de protestos no país. Organizações oposicionistas foram chamadas a participar, ampliando o coro por mudanças.

Entre os falantes, estavam ex-jogadores da seleção e membros da comunidade. Eles atribuíram à Guarda Revolucionária o controle da equipe e afirmaram que o time representa o governo, não os atletas. Outros participantes sugeriram que alguns jogadores possam estar apenas cumprindo ordens para evitar retaliações.

Os manifestantes também discutiram a relação entre a equipe e o regime, com relatos sobre a possível restrição de deserções. Um grupo opinou que os atletas devem ser vistos como instrumentos de propaganda, enquanto outro apontou que muitos estariam ligados ao regime de alguma forma. A discussão refletiu divergências sobre o papel dos jogadores.

Ao final, o protesto incluiu discursos críticos ao governo iraniano e um chamado a mudanças em Teerã. Os organizadores afirmaram que a ideia é manter o foco no tema da expulsão da seleção da Copa do Mundo, sem promover desrespeito a atletas.

A FIFA e a seleção iraniana não responderam, até o momento, a pedidos de comentário. A seleção já afirmou que não jogará se houver bandeiras proibidas ou slogans contrários às regras durante as partidas.

Entre os presentes, Nasrin Saifi afirmou ter chegado aos EUA antes da revolução e lembrou de contrabandeamento de símbolos proibidos em Copas passadas. Ela participava de maneira presencial, com ingresso para a primeira partida do Irã, em Los Angeles, prevista para segunda-feira. No entanto, ainda não decidiu se comparecerá ao estádio SoFi.

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