- O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica aprovou, em Viena, uma resolução que exige que o Irã permita a verificação do estoque de urânio enriquecido e o acesso total de inspetores às instalações nucleares.
- A medida foi proposta pelos Estados Unidos, com apoio de Reino Unido, França e Alemanha, e recebeu 21 votos a favor, 10 abstenções, com Rússia, China e Níger votando contra.
- A resolução classifica como essencial e urgente o Irã entregar informações completas sobre suas reservas de material nuclear e sobre o andamento das instalações.
- O debate ocorre em meio a um histórico de impasse desde o acordo de 2015 (JCPOA), que limitava o enriquecimento; os EUA se retiraram do acordo, o que levou Teerã a ampliar suas atividades nucleares.
- A AIEA estima que, antes dos ataques a instalações iranianas, o país possuía cerca de 441 quilos de urânio enriquecido a até 60%; o Irã disse que ataques interromperam as verificação e acusou os EUA de usar o episódio para pressionar o país.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução que exige a verificação do estoque de urânio enriquecido do Irã e o acesso total de inspetores da ONU às instalações nucleares. A votação ocorreu nesta quarta-feira, em Viena, sob pressão internacional. A medida partiu dos EUA, com apoio de Reino Unido, França e Alemanha, e foi aprovada por 21 votos a favor, 10 abstenções e votos contrários de Rússia, China e Níger.
A proposta, descrita como essencial e urgente, determina que Teerã forneça informações completas sobre reservas de material nuclear e sobre o projeto de suas instalações sem demora. O objetivo é ampliar a transparência sobre o programa iraniano.
O histórico envolve o acordo nuclear de 2015, do qual o Irã fez parte com outras potências para limitar o enriquecimento. O pacto foi abandonar pelo governo dos EUA na era Trump, levando Teerã a ampliar atividades nucleares ao longo dos anos.
Antes de ataques a instalações nucleares iranianas, estimativas da AIEA apontavam cerca de 441 quilos de urânio enriquecido a 60%, próximo do patamar para armamentos. Parte desse material, porém, pode ter sobrevivido aos danos.
O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que ataques israelenses e norte-americanos interromperam verificações e forçaram inspetores a deixar o país por razões de segurança. Alega que os EUA tentam transformar as consequências do ataque em um caso contra o Irã.
A resolução ocorre em meio a uma escalada de tensões na região, com atribuição de um ataque a um helicóptero de ataque americano perto do Estreito de Ormuz ao Irã. Em resposta, o presidente dos EUA autorizou uma série de ataques retaliação.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou o estado de guerra e paz com os EUA e pediu negociações, ressaltando que as forças iranianas não recuarão diante de ameaças.
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