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ONU solicita revisão de política de entrada dos EUA após polêmicas na Copa

ONU pede revisão profunda das políticas migratórias dos EUA após episódios na Copa do Mundo de 2026, incluindo a deportação de árbitro somali

Foto: Anthony Headley/ACNUDH/ONU / Esporte News Mundo
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  • Volker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, pediu, em Genebra, uma revisão das políticas migratórias dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026.
  • A solicitação ocorreu após episódios envolvendo atletas, árbitros e delegações que enfrentaram dificuldades para entrar no país.
  • Entre os casos, o árbitro somali Omar Artan foi deportado ao desembarcar em Miami, alegadamente por questões de segurança nacional.
  • Outros profissionais também tiveram problemas na imigração, como o atacante iraquiano Aymen Hussein e o fotógrafo Talal Salah, que tiveram entradas negadas ou demoraram para ser liberados; o atacante suíço Breel Embolo conseguiu entrada após negociações.
  • A delegação do Irã também viu vistos negados para alguns dirigentes; a FIFA afirma não interferir em decisões migratórias dos países anfitriões, cuja Copa começa no dia 11 de junho, com 48 seleções em três países.

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta quarta-feira uma revisão das políticas migratórias dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A declaração ocorreu em Genebra, na Suíça, após episódios envolvendo atletas, árbitros e delegações que enfrentaram entraves na entrada no país.

Türk afirmou que espera uma reavaliação das medidas vigentes e ressaltou a importância de que a aplicação das políticas migratórias preserve direitos humanos e dignidade. A Copa, que começa amanhã, é realizada nos EUA, México e Canadá.

Contexto e desdobramentos

Entre os casos mais repercutidos está o árbitro somali Omar Artan, barrado na imigração ao chegar a Miami e deportado. Autoridades americanas disseram que a decisão foi por questões de segurança nacional, retirando-o da lista de profissionais da Copa.

Outros profissionais também tiveram dificuldades. O atacante Aymen Hussein ficou retido por horas, até ser liberado. O fotógrafo Talal Salah teve a entrada negada e foi deportado. O atacante Breel Embolo conseguiu liberação após negociações diplomáticas.

A delegação do Irã também enfrentou entraves: jogadores e membros da comissão técnica receberam entrada autorizada, enquanto alguns dirigentes tiveram vistos negados. A FIFA disse não intervir em decisões migratórias de países anfitriões.

A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções e ocorre pela primeira vez em três países. A organização apontou que não interfere nos procedimentos de imigração, incluindo concessão de vistos.

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