- Volker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, pediu, em Genebra, uma revisão das políticas migratórias dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026.
- A solicitação ocorreu após episódios envolvendo atletas, árbitros e delegações que enfrentaram dificuldades para entrar no país.
- Entre os casos, o árbitro somali Omar Artan foi deportado ao desembarcar em Miami, alegadamente por questões de segurança nacional.
- Outros profissionais também tiveram problemas na imigração, como o atacante iraquiano Aymen Hussein e o fotógrafo Talal Salah, que tiveram entradas negadas ou demoraram para ser liberados; o atacante suíço Breel Embolo conseguiu entrada após negociações.
- A delegação do Irã também viu vistos negados para alguns dirigentes; a FIFA afirma não interferir em decisões migratórias dos países anfitriões, cuja Copa começa no dia 11 de junho, com 48 seleções em três países.
O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta quarta-feira uma revisão das políticas migratórias dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A declaração ocorreu em Genebra, na Suíça, após episódios envolvendo atletas, árbitros e delegações que enfrentaram entraves na entrada no país.
Türk afirmou que espera uma reavaliação das medidas vigentes e ressaltou a importância de que a aplicação das políticas migratórias preserve direitos humanos e dignidade. A Copa, que começa amanhã, é realizada nos EUA, México e Canadá.
Contexto e desdobramentos
Entre os casos mais repercutidos está o árbitro somali Omar Artan, barrado na imigração ao chegar a Miami e deportado. Autoridades americanas disseram que a decisão foi por questões de segurança nacional, retirando-o da lista de profissionais da Copa.
Outros profissionais também tiveram dificuldades. O atacante Aymen Hussein ficou retido por horas, até ser liberado. O fotógrafo Talal Salah teve a entrada negada e foi deportado. O atacante Breel Embolo conseguiu liberação após negociações diplomáticas.
A delegação do Irã também enfrentou entraves: jogadores e membros da comissão técnica receberam entrada autorizada, enquanto alguns dirigentes tiveram vistos negados. A FIFA disse não intervir em decisões migratórias de países anfitriões.
A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções e ocorre pela primeira vez em três países. A organização apontou que não interfere nos procedimentos de imigração, incluindo concessão de vistos.
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