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Petroleiros desligam rastreamento para levar petróleo por Ormuz

Navios desativam rastreamento ao atravessar Ormuz para transferir petróleo, sinalizando ritmo elevado de deslocamentos no Golfo durante o conflito.

Estreito de Ormuz. (Foto: Getty Images)
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  • De fim de semana, 16 petroleiros se reuniram na costa de Omã para transferir milhões de barris retidos há um mês; 12 navios realizaram transferências em 6 de junho fora de Ormuz, conforme imagens de satélite.
  • Navios-tanque desligaram transponders ao atravessar o Estreito de Ormuz durante a guerra no Golfo Pérsico, e a região ficou vazia por um mês.
  • Em torno de 2 milhões de barris por dia de petróleo e derivados saem do Golfo, enquanto os preços do petróleo caíram cerca de 30% desde o pico.
  • Houve aumento da passagem de navios estatais, com canais de comunicação e meios para garantir passagem segura; antes da guerra, um quinto da oferta mundial passava por Ormuz.
  • Diplomas e operações de comércio apontam para atividades fora de Ormuz: Kuwait Oil Tanker Co. ofereceu petróleo fora de Ormuz; ADNOC vendeu 14 milhões de barris em licitação; o terminal Zirku operou com capacidade de 1 milhão de barris por dia em maio, e 90 embarcações ainda permanecem retidas.

Entre 16 petroleiros, uma concentração na costa de Omã passou o fim de semana transferindo milhões de barris retidos há um mês. Navios-tanque desligaram transponders ao atravessar o Estreito de Ormuz, em meio à guerra no Golfo Pérsico.

Imagens de satélite identificaram transferências de petróleo por 12 navios em 6 de junho, fora de Ormuz. A região ficou vazia por um mês, mas as operações foram detectadas pelos satélites Copernicus, da União Europeia, que monitoram o trânsito no estreito.

Mesmo com as transferências, cerca de 2 milhões de barris por dia de petróleo e derivados continuam a deixar o Golfo, enquanto o preço do petróleo recuou cerca de 30% desde o pico recente de valorização.

Observação de mercado aponta tendência de maior passagem de navios estatais pelo canal. Executivos e analistas destacam que essas embarcações parecem ter meios para assegurar trajetórias seguras, mesmo em ambiente de tensão.

Além disso, entidades privadas de monitoramento apontam que o petróleo vindo de vizinhos árabes do Irã ganha espaço no fluxo regional, contribuindo para evitar custos elevados no barril. A atividade envolve grandes cargueiros com capacidades superiores a 2 milhões de barris.

Enquanto isso, a Kuwait Oil Tanker Co. ofereceu petróleo para venda fora de Ormuz, e terminais dos Emiratos Árabes Unidos aceleraram carregamentos nas últimas semanas. Dois superpetroleiros ainda cruzaram o estreito no fim do mês anterior.

A ADNOC vendeu 14 milhões de barris em licitação encerrada recentemente, segundo a Bloomberg. O terminal de Zirku operou com alta demanda em maio, mantendo capacidade de 1 milhão de barris por dia em funcionamento em parte dos dias.

Especialistas destacam que o fluxo de travessias com rastreamento está reduzindo o petróleo retido no Golfo, ainda que não tenha retornado aos níveis pré-guerra. Novas leituras indicam que 90 embarcações permanecem retidas, frente a 160 no início de abril.

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