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Presidente do Irã diz que ameaças dos EUA são sinal de desespero

Teerã vê ameaças dos EUA a infraestruturas críticas como sinal de desespero, em meio a negociações estagnadas no Oriente Médio

Presidente do Irã Masoud Pezeshkian - Metrópoles
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  • O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que as ameaças dos EUA para atacar infraestruturas iranianas demonstram desespero, não força.
  • Trump voltou a sinalizar ações militares contra o Irã caso não haja avanço nas negociações sobre o conflito no Oriente Médio.
  • Washington confirmou ataques contra alvos iranianos na noite de quarta-feira, segundo o governo dos Estados Unidos.
  • O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que novas ofensivas podem ocorrer ainda na noite em direção ao objetivo de pressionar Teerã.
  • Em reposta, o Irã lançou mísseis e drones contra bases dos EUA na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein, enquanto os EUA atacaram instalações militares no Irã e na região.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta quarta-feira que as ameaças dos EUA contra infraestrutura estratégica iraniana demonstram fragilidade, não força. Ele reagiu às declarações do governo norte-americano sobre novas ações contra o Irã.

As ameaças chegaram junto com a intensificação das tensões no Oriente Médio, em meio a um impasse nas negociações entre Teerã e Washington. Pezeshkian afirmou que o país continuará resistindo às pressões externas com base na união interna e no conhecimento de seus especialistas.

Reação de Teerã e tom de resposta

Pezeshkian escreveu em X que a infraestrutura crítica é a força vital do povo e que ameaçar esses setores não representa poder, mas desespero diante da vontade nacional. O governo iraniano reafirmou que manterá a defesa de seus setores estratégicos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que novas ofensivas contra alvos iranianos podem ocorrer caso não haja avanço significativo nas negociações. Ele mencionou a possibilidade de ações com forte dureza, em declarações feitas à imprensa.

Contexto militar na região

No mesmo dia, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, indicou que ataques ao Irã poderiam ocorrer ainda naquela noite, durante visita ao Centcom, na Flórida. A defesa norte-americana justificou a ação pela necessidade de pressionar Teerã a retornar às negociações.

O governo americano afirmou ter realizado ataques a alvos iranianos, em resposta a incidentes recentes. A ofensiva incluiu instalações próximas a Bandar Abbas, cidade portuária estratégica para o Irã, segundo informações oficiais.

Desdobramentos e reação internacional

O Irã respondeu com ações militares de retaliação, lançando mísseis e drones contra bases norte-americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. O objetivo encontrado pelos iranianos foi intensificar a dissuasão frente às pressões externas.

As autoridades dos EUA destacaram que a escalada ocorre em meio ao fim do cessar-fogo firmado entre os dois países, em abril, e à queda de um helicóptero militar norte-americano na região. O episódio é citado como motivação adicional para a postura americana.

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