- Protestos em Nairóbi contra a instalação de um centro de quarentena para cidadãos dos EUA expostos ao Ebola, que já deixou três mortos.
- O centro estaria em Laikipia, a cerca de 150 quilômetros da capital; o Tribunal Superior de Nairóbi suspendeu a instalação.
- A Embaixada dos EUA no Quênia afirmou que trabalha para superar obstáculos na resposta conjunta ao surto; a unidade de bioisolamento integra a estratégia regional.
- O surto de Ebola da cepa Bundibugyo é considerado muito mortal pela Organização Mundial da Saúde; até 8 de junho havia 626 casos confirmados na República Democrática do Congo, com 112 mortes, mais 19 casos e duas mortes em Uganda.
- A população keniana teme riscos à saúde pública e a transparência do acordo com o governo americano, em meio a protestos que também refletem insatisfações recentes com o custo de vida.
Os protestos no Quênia contra a construção de um centro de quarentena para cidadãos expostos ao ebola resultam em três mortes, segundo a KHRC. Manifestantes se opõem ao acordo entre EUA e Quênia, que prevê uma unidade de isolamento em Laikipia, a cerca de 150 km de Nairobi.
Na capital, novos protestos ocorrem após relatos de violência policial durante as manifestações. A KHRC confirmou os registros de mortes na terça-feira e na semana anterior, citando uso de força para dissuadir os protestos.
A comunidade teme impactos à saúde pública e aos direitos civis, destacando a falta de transparência sobre o acordo com Washington. A população demanda garantias sobre segurança, transparência e funcionamento da eventual quarentena.
O governo do Quênia não confirmou detalhes do acordo, mantendo sigilo sobre condições, localização exata e operação do centro. Organizações locais pedem participação pública e avaliações independentes antes de qualquer instalação.
A embaixada dos EUA no Quênia afirmou que a unidade de bioisolamento faz parte de uma resposta regional para conter o surto. Segundo a representação, a medida não representa risco às comunidades vizinhas.
Surto de ebola
Autoridades de saúde africanas, em coordenação com organismos internacionais, atuam para conter a cepa Bundibugyo, ainda sem vacina ou tratamento. O surto é monitorado pela OMS e por parceiros regionais, com 626 casos confirmados na RDC até 8 de junho.
Entre na conversa da comunidade