- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, alertou Cuba contra a aquisição de armas que possam atingir a base naval de Guantánamo, durante visita à instalação.
- Hegseth afirmou que seria imprudente Cuba tentar obter armamentos que atinjam a base ou o território americano, sem indicar armas específicas nem apresentar evidências de inteligência sobre uma ameaça concreta.
- A declaração ocorre em meio a uma intensificação da presença dos EUA no Caribe sob o governo de Donald Trump, com movimentos recentes de autoridades militares americanas na região.
- A ofensiva faz parte de uma atuação mais agressiva dos EUA na área após a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, segundo informações da Reuters, com uso de tropas, CIA e apoio logístico.
- Guantánamo, estabelecida em 1903, permanece no centro de controvérsia entre EUA e Cuba, que reivindica a devolução do território.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, alertou o governo de Cuba nesta quarta-feira sobre a aquisição de armas que possam ameaçar a base naval de Guantánamo ou o território americano. A declaração ocorreu durante uma visita à instalação militar na ilha, em meio a uma intensificação da presença norte-americana no Caribe durante o governo de Donald Trump.
Hegseth afirmou que seria imprudente Cuba tentar obter armamentos que poderiam atingir a base ou o território dos EUA, não especificando armas nem apontando informações de inteligência sobre uma tentativa concreta. A fala ocorreu em meio a um acúmulo de pressões da gestão americana contra o regime cubano.
Movimentação recente no Caribe
A visita do secretário vem após uma sequência de encontros envolvendo autoridades dos EUA na região. Em menos de duas semanas, o comandante do Comando Sul, general Francis Donovan, esteve em Guantánamo e manteve contato com um alto funcionário cubano próximo ao perímetro da base. Em maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, também visitou Havana, em uma viagem incomum.
Contexto regional
A atuação dos EUA na região ganhou destaque após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, realizada em uma operação militar norte-americana, conforme reportaram veículos internacionais. A ação, planejada por meses, contou com participação de tropas de elite, apoio da CIA e uma ampla estrutura militar, envolvendo mais de 150 aeronaves e navios de guerra no Caribe.
Base Naval de Guantánamo
A Base Naval da Baía de Guantánamo foi instalada em 1903, em decorrência de acordos que seguem sendo contestados por Havana. A presença dos EUA no local é motivo de disputa diplomática entre as duas nações. A base ganhou notoriedade internacional após 11 de setembro de 2001, quando passou a abrigar uma prisão militar associada a suspeitos de terrorismo capturados pelos EUA.
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