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Tren de Aragua, facção venezuelana sob mira de Trump, atua no Norte do Brasil

Tren de Aragua expande atuação em Roraima, ligando tráfico, extorsão e exploração a migrantes venezuelanos, com impactos de violência na fronteira

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  • No início de 2025, a polícia de Roraima encontrou um cemitério clandestino em Boa Vista com ao menos nove corpos, a maioria venezuelanos, ligados ao Tren de Aragua.
  • O grupo, originário de uma prisão no centro-norte da Venezuela (Centro Penitenciário de Aragua, Tocorón), atua hoje na Colômbia, Bolívia, Peru e Chile e já está presente em ao menos quatro municípios de Roraima.
  • Em vinte e vinte e três, os EUA classificaram o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira; as autoridades mencionam atividades como sequestro, extorsão, tráfico de pessoas e drogas, contrabando e mineração ilegal.
  • O governo americano indicou Johan Petrica (Yohan José Romero) e outros membros por terrorismo e tráfico internacional; o paradeiro deles é desconhecido.
  • Em Roraima, o grupo atua no tráfico de drogas e armas, exploração de imigrantes venezuelanos, controle de prostituição e transporte de migrantes, com impactos violentos sobre a comunidade local.

Tren de Aragua, facção venezuelana, ampliou atuação no Norte do Brasil. Em Roraima, investigações indicam expansão para ao menos quatro municípios, com ligações a redes brasileiras. O grupo, identificado como perigoso, atua em diversas frentes criminosas, incluindo tráfico e sequestrou familiares de testemunhas.

No início de 2025, a polícia de Roraima encontrou um cemitério clandestino em Boa Vista, com nove corpos, em sua maioria venezuelanos. A perícia aponta homicídios cometidos por diferentes criminosos, enquanto uma testemunha-olheira afirma ter sido perseguida pela facção.

Origens e expansão regional

Fundada originalmente em Tocorón, prisão no centro-norte da Venezuela, a organização também atua na Colômbia, Bolívia, Peru e Chile. Em 2024, o grupo passou a constar entre as ameaças classificadas como terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA, junto a PCC e CV.

Segundo autoridades, o Tren de Aragua movimenta-se por meio de redes de contrabando, tráfico de drogas, exploração de migrantes e extorsão. Nos Estados Unidos, dança com acusações de vínculos com o governo de Nicolás Maduro, alvo de processos por narcoterrorismo e drogas.

Impactos locais e operações no Brasil

Em Roraima, o grupo consolidou células principalmente em Boa Vista, Pacaraima, Mucajaí e Rorainópolis. O tráfico de drogas, armas e o controle de serviços de prostituição aparecem entre as atividades locais. Investigadores destacam a circulação de cocaína vinda da Colômbia.

Especialistas apontam que a facção infiltra-se entre imigrantes venezuelanos, explorando vulnerabilidades. Em Roraima, há relatos de recrutamento, extorsão e violência ligada aos abrigos destinados a refugiados, com casos de abuso e exploração reportados.

Perspectivas e números

Dados de 2024 indicam 174 homicídios em Roraima, segundo fontes oficiais. Ainda assim, a região apresentou queda nas taxas de violência entre 2021 e 2024. Governador do estado defende maior fiscalização de fronteira e regras mais rígidas de entrada de estrangeiros.

Autoridades ressaltam que o Treno de Aragua não atua isoladamente: a relação com outras facções brasileiras e redes de contrabando humano já é objeto de investigações. A complexidade da infiltração exige resposta integrada entre segurança pública e políticas migratórias.

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