- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país lançará uma nova onda de ataques contra o Irã na quarta-feira, 10 de junho, afirmando que Teerã “pagará o preço” por negociações estendidas.
- O ataque acontece após ataques americanas no dia anterior em retaliação ao abatimento de um helicóptero Apache perto do estreito de Hormuz.
- Trump afirmou, em discurso na Truth Social, que os ataques serão intensos e repetidos, enquanto dizia que o acordo de paz estava próximo, mas o Irã “segue nos enrolando”.
- O presidente também disse que o Irã quer fechar um acordo, mas insiste em manter direitos de enriquecimento, o que ele considerava inaceitável; o tema ganhou peso nas falas sobre eleições de meio de mandato.
- O Comando Central dos EUA informou que os ataques foram ações de autodefesa, mirando alvos no Bandar Abbas, Sirik e na ilha de Qeshm; dois pilotos ficaram ilesos.
O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos iniciarão uma nova série de ataques contra o Irã na quarta-feira, 10 de junho, em retaliação a negociações de paz que estariam se arrastando. A declaração ocorreu em Washington e marca uma escalada após ataques aéreos contra o Irã.
Segundo Trump, o Irã demorou demais para fechar um acordo e agora terá que pagar o preço. Em entrevista recente, o presidente disse que os ataques ocorreriam de forma contundente para pressionar as negociações.
O governo americano informou que as ações de terça-feira à tarde foram realizadas em retaliação ao derrubamento de um helicóptero Apache americano perto do Estreito de Hormuz. O incidente gerou uma resposta militar de caráter de defesa.
A força-tarefa de comando Central dos EUA divulgou que os ataques foram lançados por volta das 17h, horário de verão do leste, como resposta aos ataques contra forças americanas e navios comerciais na região. Os pilotos do helicóptero não ficaram feridos.
Fontes iranianas reportaram ataques a alvos em Bandar Abbas, Sirik e na Ilha de Qeshm, próximas a Hormuz. Autoridades militares ressaltaram que a operação foi proporcionada para responder aos ataques recentes.
Trump já indicou que prefere manter pressão, mesmo diante de debates sobre a duração do conflito e seus impactos. O presidente afirmou anteriormente que as negociações com o Irã poderiam se arrastar, sem abandonar suas exigências sobre o programa nuclear.
Paralelamente, a disputa repercute no cenário político interno dos EUA, com comentários sobre possíveis impactos em preços de combustível e no clima das eleições de meio de mandato, em novembro. O apoio ao bloqueio de Hormuz tem sido visto como instrumento de pressão comercial.
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