- Ucrânia intensificou ataques com drones contra a rota R-280, chamada pela Ucrânia de “highway of death”, ligando Rostov-on-Don a Melitopol, Mariupol e Crimeia pela costa do Mar de Azov.
- A ponte de Chonhar teve o tráfego suspenso após uma série de ataques aéreos, com a rota sendo considerada crucial para abastecimento russo no sul.
- Observadores sugerem uso de enxames de drones, como os Hornet de fabricação norte-americana e o Morrigan, para mirar estradas, ferrovias e pontes a dezenas de quilômetros da frente.
- A Ukrayne informou que os ataques intermediários a logística aumentaram consideravelmente; Zelenskyy afirmou que os ataques quadrularam desde fevereiro e aumentarão ainda mais.
- O impacto inclui queda acentuada no tráfego de carga: o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados disse que o movimento de cargas caiu 71% nas últimas duas semanas, com relatos de combustível escasso na Crimeia.
O conflito ampliou o uso de drones para visar rotas logísticas. Sendo chamada pela Rússia de rota Novorossiya, a via liga Rostov-on-Don, na Rússia, a Melitopol, a Mariupol e a Crimeia, contornando o litoral do Mar de Azov. Nos últimos meses, forças ukrainas apelidaram o trecho de “highway of death” por dominar o espaço aéreo sobre a estrada e atingir comboios militares russos.
Operadores drone da Ucrânia, incluindo a 412ª Brigada Nemesis, afirmam ter destruído dezenas de caminhões e tanques neste esforço conhecido como campanha de ataques médios. O foco está em alvos situados entre 20 e 200 km atrás da linha de frente, principalmente logística e suprimentos. Zelensky ampliou as operações, dizendo que os ataques tinham se multiplicado desde fevereiro.
As ações intensificaram as pressões sobre a rede rodoviária que sustenta as forças russas no sul, com impactos reportados como redução significativa do tráfego de carga. Em dados citados por autoridades ucranianas, o tráfego logístico caiu cerca de 71% nas últimas duas semanas. A tática envolve ataques com enxames de drones, incluindo modelos de origem americana, usados para patrulhar e bombardear convoys.
Estratégia e impactos
O ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, afirmou que o objetivo é impor um bloqueio logístico completo ao inimigo, com recursos adicionais dedicados às unidades mais eficazes. A imprensa de Kiev descreveu uma operação coordenada para dificultar a manutenção de peças e reparos estratégicos. A intenção é manter o inimigo vulnerável mesmo longe da linha de frente.
Cenas de vídeo divulgadas pela defesa ucraniana mostraram drones mirando pontes e caminhões, com relatos de ataques que afetaram infraestruturas críticas ao longo da via. Entre os equipamentos usados, destacam-se drones de grande porte de fabricação estrangeira e modelos locais, adaptados para alcance e velocidade.
Repercussões regionais
A circulação civil pela via ficou restrita desde o fim de maio em função dos ataques. A ponte de Chonhar, importante elo entre a região ocupada de Kherson e a Crimeia, teve suspensa a circulação de tráfego após uma série de ataques. Autoridades locais anunciaram medidas para proteger o transporte militar, com avaliações de danos contínuas.
A administração pró-Rússia na região de Kherson afirmou que houve restrições adicionais a caminhões civis em parte da rota. Em meio aos ataques, autoridades turvas e regionais tentam justificar ou minimizar os impactos sobre a população local, enquanto o conflito continua a evoluir com novas táticas e capacidades tecnológicas.
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