- O chefe de gabinete da Presidência da Argentina, Manuel Adorni, admitiu ter ocultado pelo menos quinhentos mil dólares em suas declarações financeiras.
- Ele informou ter apresentado uma declaração revisada ao Escritório Anticorrupção nesta quarta-feira (10) e afirmou que pagará todos os impostos, multas e juros decorrentes do erro.
- O dinheiro, segundo Adorni, veio de atividades privadas e de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de assumir o cargo em dezembro de 2023.
- O ministro disse que ele e a esposa optaram por não declarar esses rendimentos para não “escapar do velho sistema político”, em meio a controvérsias sobre viagens e compras de imóveis.
- O caso será incorporado à investigação judicial em curso sobre supostas discrepâncias na declaração de bens do chefe de gabinete.
Manuel Adorni, chefe de gabinete da Presidência da Argentina, reconheceu ter ocultado pelo menos US$ 500 mil em suas declarações financeiras, diante de questionamentos sobre seu patrimônio. O antigo porta-voz de Milei informou à LN+ que apresentou uma declaração revisada ao Escritório Anticorrupção na quarta-feira (10).
Segundo o ministro, toda a soma tem origem em atividades privadas e em investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de assumir o cargo em dezembro de 2023. Ele diz ter investido cerca de US$ 200 mil e obtido ganhos de aproximadamente US$ 300 mil.
Adorni afirmou que ele e a esposa optaram por não declarar esses rendimentos, citando uma suposta prática de economia fora do circuito tradicional. O posicionamento contrasta com declarações anteriores, feitas ao Congresso, em 29 de abril, de que não houve ocultação de patrimônio.
A revelação integra uma investigação judicial em curso sobre supostas discrepâncias na declaração de bens do chefe de gabinete. Não houve ainda intimação para depoimento no âmbito do processo. Milei segue mantendo apoio a Adorni, considerado um de seus aliados mais próximos.
A controvérsia começou após reportagens sobre viagem oficial a Nova York, viagens em jato particular com a família e possíveis compras de imóveis não declarados nos últimos dois anos. Os próximos desdobramentos da apuração devem esclarecer a extensão das irregularidades alegadas.
Contexto institucional: a pedido do Ministério Público e de órgãos de controle, novas informações devem sustentar a apuração sobre a consistência das declarações patrimoniais do alto escalão. Autoridades reiteram a necessidade de transparência e cumprimento integral das obrigações legais.
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