- Os EUA alertam influenciadores estrangeiros que monetizem com visto de turista podem ter o visto cancelado, ser deportados e enfrentar dificuldades para futuras entradas no país.
- Em nota conjunta, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e o Departamento de Segurança Interna (DHS) dizem que criar conteúdo com fins comerciais é trabalho e exige visto adequado.
- O visto de turista B-2 não permite atividades profissionais nem obtenção de renda; remuneração de fontes sediadas nos EUA pode violar as condições de entrada.
- Para quem busca atuar, o visto O-1, destinado a profissionais com reconhecimento extraordinário, pode permitir atividades remuneradas, incluindo publicidade e produção de conteúdo comercial.
- A administração pretende ampliar a fiscalização em aeroportos e postos de imigração para identificar estrangeiros que usem vistos de turismo para trabalhar, em meio à preparação para a Copa do Mundo de 2026.
À menos de abrir a Copa do Mundo de 2026, os EUA avisaram influenciadores estrangeiros que desejam produzir conteúdo remunerado no país com visto de turista sobre as regras migratórias. O comunicado, emitido pela CBP e pelo DHS, alerta que atividades com finalidade comercial exigem autorização específica de visto.
Segundo o governo, receber remuneração de fontes dos EUA durante a estadia pode violar as condições do visto. O B-2, voltado para lazer e visitas, não permite trabalho ou ganho financeiro, sob risco de cancelamento do visto, deportação e entraves para novas entradas.
As autoridades não detalharam mecanismos de fiscalização nem se já houve autuações. A orientação reforça que produzir conteúdo com lucro nos EUA configura atividade profissional.
Fiscalização ampliada e impactos
Uma fonte anônima ligada à administração federal afirmou que a gestão pretende intensificar a fiscalização em aeroportos e pontos de imigração para identificar pessoas que utilizem vistos de turismo para atividades remuneradas. A ideia é proteger empregos locais.
A prática de influenciadores que publicam detalhes de viagens, monetização e contratos durante a estadia é citada como fator de risco pela autoridade. O endurecimento ocorre em meio aos preparativos para a Copa de 2026 e à condução de políticas migratórias mais rígidas.
O governo tem marcado atenção a casos de restrições de entrada de estrangeiros e a decisões envolvendo indivíduos ligados a atividades profissionais em solo americano, ressaltando o combate a possíveis desvios do regime de visto.
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