- EUA reforçam regras de imigração para influenciadores estrangeiros com visto turístico durante a Copa do Mundo, proibindo produção de conteúdo com monetização sob o visto B-2.
- Autoridades afirmam que creators que gerarem conteúdo com fins lucrativos a partir de fontes americanas podem violar as regras de admissão no país.
- Documento legal sugerido para atuação remunerada é o visto O-1, voltado a quem tem reconhecimento de excelência em artes, esportes ou negócios, permitindo campanhas, patrocínios e produção de conteúdo profissional.
- A medida pode impactar centenas de influenciadores que cobrirão a Copa nos Estados Unidos, onde ocorrerão 78 das 104 partidas em cidades como Miami, Los Angeles, Nova York e São Francisco.
- Casos recentes usados para embasar a fiscalização incluem Khaby Lame, detido em 2025 por permanência além do visto, e Leonel Moreno, investigado por violações relacionadas a asilo e ocupação de imóveis.
Os Estados Unidos vão endurecer as regras para influenciadores estrangeiros que cobrirão a Copa do Mundo no país com visto de turista. A fiscalização passa a ser mais rígida durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas disputadas em cidades como Miami, Los Angeles, Nova York e São Francisco.
A nova orientação proíbe que criadores de conteúdo gerem lucro com conteúdos produzidos nos EUA apenas com o visto de permanência temporária. Quem violar as regras pode ter o visto cancelado e ficar impedido de retornar ao país.
Como alternativa legal para atuação remunerada, as diretrizes indicam o visto O-1, destinado a quem tem reconhecimento de excelência em áreas como artes, esportes e negócios. Esse visto autoriza campanhas, patrocínios e produção de conteúdo profissional.
Segundo o comunicado conjunto da Alfândega e Proteção de Fronteiras e do Departamento de Segurança Interna, influenciadores que explorarem fontes de ganho nos EUA durante a estadia podem violar as regras de admissão.
A medida foi citada pelo jornal El País como parte de uma estratégia da administração para proteger o mercado local. Autoridades devem reforçar a fiscalização em aeroportos e portos, inclusive monitorando redes sociais para identificar atividades comerciais durante a estada.
Casos recentes
Casos envolvendo influenciadores estrangeiros têm sido usados para justificar o aperto regulatório. Khaby Lame, uma das maiores estrelas globais, foi detido em 2025 por permanecer no país além do permitido pelo visto e, posteriormente, deixou o território para evitar deportação.
Outro caso envolve Leonel Moreno, conhecido como “influenciador migrante”. Ele é investigado por publicações que incentivaram práticas ilegais, como ocupação de imóveis abandonados, além de descumprir convocações do serviço de imigração.
Moreno também enfrentou questionamentos por supostamente violar condições de um processo de asilo ainda em andamento. O episódio é citado para ilustrar o aumento da fiscalização aplicado pelas autoridades.
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