- O Irã, segundo a agência estatal Fars, passou a mirar as empresas de Elon Musk no Oriente Médio como alvos militares em retaliação aos EUA, abrangendo ativos administrados por Musk na região.
- Entre os alvos citados está uma estação terrestre regional da Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX.
- A mídia iraniana afirma que a Starlink teve papel relevante em operações militares dos EUA contra o Irã, fornecendo suporte a tecnologias como drones, embarcações não tripuladas e plataformas de ataque.
- A Fars diz que o Irã se reserva o direito de atacar instalações relacionadas a ativos administrados por Musk na região e em territórios ocupados.
- A divulgação ocorre em meio a mensagens de escalada entre EUA e Irã, com Trump dizendo que os americanos agirão “muito duramente” e que planejam tomadas na Ilha de Kharg, sem comentários imediatos da SpaceX ou da Casa Branca.
O Irã classificou as empresas de Elon Musk como alvos militares no Oriente Médio como retaliação às ações dos Estados Unidos. A informação foi veiculada pela agência estatal Fars nesta quinta feira (11). A publicação aponta que Teerã mira ativos econômicos gerenciados por Musk na região, incluindo uma estação terrestre da Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX.
Segundo a Fars, o Irã considera que a Starlink teve papel relevante em operações militares americanas contra o país, ao supostamente apoiar drones de ataque, embarcações não tripuladas e plataformas de ataque. A agência destaca que o governo iraniano se reserva o direito de atacar instalações ligadas a Musk na região e em territórios ocupados.
A ofensiva verbal coincide com uma escalada de tensão entre EUA e Irã. O presidente americano, Donald Trump, afirmou em rede social que os EUA agirão contra o Irã de modo contundente naquela noite e citou ações sobre a Ilha de Kharg e outras infraestruturas petrolíferas. Não houve resposta imediata de SpaceX ou da Casa Branca.
Analistas observam que a disputa envolve acusações de crimes de guerra e desrespeito a acordos diplomáticos, complicando eventuais esforços de cessar-fogo. Nos últimos dias, ataques convergiram para o Estreito de Ormuz, aumentando a volatilidade regional. As consequências para operações de tecnologia e energia seguem incertas.
A Guarda Revolucionária do Irã já havia feito ameaças anteriores a grandes empresas de tecnologia americanas, incluindo Nvidia, Apple, Microsoft e Google, ampliando o tom confrontacional entre os dois lados. A situação permanece sob monitoramento de governos e observadores independentes.
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