- John Healey pediu demissão do cargo de ministro da Defesa do Reino Unido, acusando o primeiro-ministro Keir Starmer de não destinar recursos suficientes para defender o país diante de ameaças crescentes.
- A saída ocorre em meio a negociações entre Defesa e Finanças sobre ampliar gastos militares e ao atraso do Plano de Investimento em Defesa, que não é publicado desde o ano passado.
- Parlamentares e militares dizem que o plano é essencial para enfrentar as crescentes ameaças, incluindo incursões russas em águas britânicas, em um contexto de dívida elevada e alta carga tributária.
- O desfio político envolve pressão sobre Starmer, com a renúncia de Wes Streeting ao Ministério da Saúde e a tentativa de retorno de Andy Burnham para a liderança.
- Healey afirmou que o acordo financeiro do plano é insuficiente para a defesa e para o país, alertando que isso pode reduzir a prontidão das forças; o plano deve ser publicado antes da cúpula da Otan, que começa em 7 de julho.
John Healey pediu demissão do cargo de ministro da Defesa do Reino Unido nesta quinta-feira, em meio a disputas sobre financiamento militar. A carta pública do político acusa o primeiro-ministro Keir Starmer de não destinar recursos suficientes para defender o país diante de ameaças crescentes.
A renúncia ocorre em meio a negociações entre Defesa e Finanças sobre como ampliar os gastos militares. O Reino Unido adiou o Plano de Investimento em Defesa, que deveria ter sido divulgado no ano passado, sob a pressão de reduzir a dívida pública.
A crise política acontece num momento de tensão em relação à defesa britânica, com ilhas próximas a águas britânicas sendo alvo de incursões russas. O plano visa fortalecer a prontidão das Forças Armadas e financiar equipamentos e serviços militares.
Contexto político e militar
Líderes militares destacam a necessidade do plano para manter a prontidão, diante de mudanças na postura dos EUA e de operações na região. Ainda sem data, o governo projeta a publicação do plano antes da cúpula da Otan, marcada para julho.
Healey afirmou que o acordo financeiro apresentado pelo Tesouro é insuficiente para a defesa do país. Ele disse que a decisão limitaria a prontidão das forças e aumentaria o risco para o pessoal em operações.
Entre na conversa da comunidade