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ONU afirma que trégua no Oriente Médio é fogo de menor intensidade

ONU diz que trégua no Oriente Médio é fogo de menor intensidade que pode evoluir para grande conflito; EUA ameaçam atacar o Irã e Ormuz permanece fechado

António Guterres critica trégua no Oriente Médio no mesmo dia em que Donald Trump ameaça atacar o Irã.
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  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a trégua no Oriente Médio não é cessar-fogo, e sim fogo de menor intensidade, que pode evoluir para um conflito de grande escala.
  • Guterres pediu que todas as partes entrem em acordo diplomático e encerrem ataques, sem justificar violência.
  • A fala ocorreu horas antes de Donald Trump anunciar que os EUA atacarão o Irã “com muita força”.
  • O Estreito de Ormuz teve fechamento parcial, com dificuldades de navegação e impacto no tráfego de petróleo.
  • A PGSA confirmou o fechamento do estreito até novo aviso, enquanto o governo dos EUA afirmou que navios comerciais continuam a transitar.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a trégua no conflito do Oriente Médio não equivale a um cessar-fogo, mas a um fogo de menor intensidade. Ele alertou que a região caminha para uma crise mais profunda e que as consequências podem ultrapassar as fronteiras locais.

Guterres escreveu no X que houve ataques mais amplos e uma deterioração recente, sugerindo que o cessar-fogo atual se assemelha a um fogo menor. Ele ressaltou o risco de esse fogo menor evoluir para um conflito em grande escala e pediu esforços diplomáticos.

O líder da ONU destacou que todos os envolvidos devem buscar um acordo diplomático, afirmando que é hora de parar os ataques e abandonar justificativas. A fala ocorreu antes de uma afirmação de Donald Trump sobre ações dos EUA contra o Irã.

Na mesma linha temporal, Trump afirmou, em rede social, que os EUA atacariam o Irã com muita força e mencionou planos de tomar ações sobre infraestrutura petrolífera, em tom de comparação com ações contra a Venezuela. O conteúdo foi divulgado por meio de uma plataforma de mensagens.

Estreito de Ormuz foi alvo de novas discussões. Guterres destacou que restrições de navegação na região geram dificuldades e instabilidade global, mesmo em cenários otimistas, com impactos sentidos por países em desenvolvimento por meses.

A Organização das Nações Unidas defendeu o restabelecimento completo dos direitos e liberdades de navegação, conforme o direito internacional, para reduzir tensões na via estratégica. O secretário-geral ressaltou que a situação permanece volátil e requer resposta coordenada.

O Estado do Golfo publicou informações sobre o fechamento do Estreito de Ormuz pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA). A PGSA afirmou que o estreito permanecerá fechado até novo aviso, citando tensões com forças norte-americanas e com o Irã.

A PGSA informou que navios autorizados devem permanecer em espera e aguardar novas orientações. A medida se soma a anúncios anteriores da Guarda Revolucionária Islâmica e do comando central iraniano, que também mencionaram o fechamento.

O Comando Central dos EUA negou, por sua vez, que o Estreito de Ormuz estivesse bloqueado, afirmando que navios comerciais continuavam a transitar. O governo norte-americano também relatou ações secretas para apoiar a passagem de petroleiros pela região.

Foi anunciado ainda que, no mês anterior, os EUA teriam sido bem-sucedidos em operações para facilitar a passagem de petroleiros pelo estreito, com números que o governo dos EUA atribuiu a controle exclusivo sobre a via. Investigadores internacionais observam o impacto econômico global dessas medidas.

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