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Acordo EUA-Irã permanece incerto após Trump; nuclear depende de assinatura

Irã e Estados Unidos continuam sem consenso sobre o programa nuclear; definição do acordo adiada e negociações com prazo de até sessenta dias

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  • O acordo entre Estados Unidos e Irã permanece incerto após Trump dizer ter chegado a um entendimento, enquanto a agência iraniana afirma que não há consenso sobre o programa nuclear do país.
  • Segundo a Irna, ainda não há definição sobre o programa nuclear no documento; as conversas sobre o tema devem ocorrer até sessenta dias após a assinatura.
  • Fontes internacionais indicam possível assinatura do acordo no domingo, em Genebra, com participação de autoridades americanas e iranianas.
  • O vazamento indica que o texto pode suspender sanções ao petróleo iraniano, desbloquear bilhões de dólares e exigir cessação de ataques em várias frentes, incluindo no Líbano, com as questões nucleares a serem tratadas futuramente.
  • Causa de instabilidade política: Trump diz ter cancelado ataques ao Irã, enquanto autoridades iranianas e israelenses mantêm posições ambíguas sobre o desfecho e a influência regional do acordo.

O acordo entre EUA e Irã permanece incerto um dia após Trump afirmar ter chegado a um entendimento para encerrar o conflito de três meses. A agência oficial iraniana IRNA disse que ainda não há consenso sobre o programa nuclear e que a definição sobre esse tema está prevista para até 60 dias após a assinatura.

Trump classificou o que seria assinado como um “ótimo acordo” que garantiria que o Irã jamais terá arma nuclear, mas não houve confirmação unânime sobre o conteúdo técnico, especialmente no que diz respeito ao desfecho do programa atômico. A diplomacia iraniana freou as expectativas.

Segundo a IRNA, não há definição sobre o programa nuclear no documento até agora, e as negociações sobre esse tema ficam para um momento posterior. O porta-voz Esmaeil Baghaei destacou que ainda não houve conclusão por parte do Irã.

Fontes próximas às negociações indicaram à Reuters que o texto preliminar poderia levar a um acordo para interromper a guerra neste fim de semana, com Genebra, na Suíça, citada como local provável da assinatura. Participariam o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Baqer Qalibaf.

Ainda de acordo com as informações, o Irã defende que o acordo encerre também ataques israelenses no Líbano, e que o texto seja finalizado até sábado (13). A versão da agência Fars, porém, disse que os rumores sobre assinatura em Genebra seriam falsos.

Trump disse ter cancelado ataques ao Irã por o acordo estar pronto. As especificações do documento, segundo autoridades iranianas, abririam espaço para cessar sanções ao petróleo, desbloquear fundos e exigir o fim de ataques em várias frentes, incluindo no Líbano.

O rascunho menciona também retirada de forças americanas da região e um plano de reconstrução econômica para o Irã, com estimativa de apoio externo não menor que US$ 300 bilhões, conforme a agência Mehr. Os EUA buscam garantias de que o Irã não desenvolverá arma nuclear.

O cenário político interno americano complica o quadro: há queda de apoio à liderança de Trump em meio a custos da guerra, enquanto alguns republicanos temem perder o controle do Congresso nas eleições de meio mandato. As negociações seguem sob vigilância internacional.

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