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Canadá, sede da Copa, equilibra petróleo e meta net-zero

Canadá, sede da Copa, equilibra produção recorde de petróleo com metas de emissões e proteção ambiental, gerando críticas sobre transição energética

O contraste entre o aumento da produção de petróleo e a ambição climática gera críticas de organizações ambientais (Getty Images)
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  • O Canadá estreia na Copa do Mundo de 2026 às 16h, contra a Bósnia e Herzegovina, na competição realizada entre EUA, México e Canadá.
  • Em paralelo ao futebol, o país busca equilibrar a produção recorde de petróleo com metas climáticas ambiciosas para reduzir emissões e proteger o ambiente.
  • Em dezembro de 2025, o Canadá registrou o maior volume mensal de petróleo bruto e derivados já produzido. As metas indicam redução de 40% a 45% das emissões até 2030, com emissões líquidas zero até 2050.
  • Para o setor de petróleo e gás, há um teto de emissões com corte de 35% a 38% até 2030, buscando reduzir poluição sem inviabilizar a produção.
  • A matriz elétrica é majoritariamente limpa, com cerca de 65% de fontes renováveis em 2026; o país planeja atingir emissões líquidas zero no setor elétrico até 2050 e proteger 30% de terras e oceanos até 2030.

O Canadá, sede simultânea da Copa do Mundo de 2026, estreia no torneio nesta sexta-feira às 16h contra a Bósnia e Herzegovina. Em meio ao cenário esportivo, o país enfrenta o desafio de conciliar produção de petróleo com metas climáticas ambiciosas e proteção ambiental.

Em dezembro de 2025, o Canadá registrou o maior volume mensal de petróleo bruto já produzido. Ao mesmo tempo, o governo mantém metas de reduzir emissões de gases de efeito estufa em 40% a 45% até 2030, com a meta de emissões líquidas zero até 2050.

Para o setor de petróleo e gás, há proposta de teto de emissões com cortes entre 35% e 38% até 2030, visando reduzir poluição sem frear a produção. A ideia é equilibrar crescimento econômico e responsabilidade ambiental.

A matriz elétrica do Canadá é relativamente limpa: em 2024, 63,9% da eletricidade veio de renováveis; em 2026, esse participação subiu para 65%. O país prioriza fontes sem emissão de gases, como hidrelétricas, eólicas, solares e nuclear.

Regulações para a Eletricidade Limpa impõem limites a usinas fósseis a partir de 2035, com metas de emissões líquidas zero no sistema elétrico até 2050. A agenda climática está alinhada à política energética nacional.

Além disso, o Canadá aderiu ao compromisso de proteger 30% das terras e oceanos até 2030, segundo a estratégia nacional. Em 2026, foi lançado o Forest Sector Action Plan para modernizar o setor florestal e acelerar transição sustentável.

As políticas climáticas do país estão formalizadas na Contribuição Nacionalmente Determinada do Acordo de Paris, com metas claras para 2030 e 2050. O debate público acompanha o esforço de manter desenvolvimento econômico sem sacrificar o meio ambiente.

Especialistas divergem sobre o equilíbrio entre produção de petróleo e metas de descarbonização. Debates permanecem entre manter a indústria sessão de energia e cumprir compromissos climáticos de longo prazo.

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