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Copa faz europeus reavaliarem visão sobre os EUA

Turistas europeus viralizam ao mostrar o cotidiano americano durante a Copa, ampliando percepção positiva dos EUA e reforçando o soft power

Turistas no Centro Espacial Kennedy, na Flórida: a experiência com atrações, cidades e moradores locais tem levado visitantes da Copa a descobrir os EUA para além da cobertura política (Foto: Divulgação/Kennedy Space Center Visitor Complex)
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  • A FIFA anunciou, em 2018, que Estados Unidos, Canadá e México sediariam a Copa do Mundo de 2026, com discussões iniciais sobre imigração e interesse pelo futebol nos EUA.
  • Turistas europeus passaram a compartilhar experiências positivas do cotidiano americano nas redes, virando símbolos da Copa, como o alemão Freddy (@FreddyLA7).
  • Outros visitantes, como Finn Agostinelli, Paul Gregory e John, também viralizaram ao mostrar organização, atrações turísticas, restaurantes, rodovias e lojas nos EUA.
  • A repercussão sugere uma mudança de percepção na Europa: avaliações negativas sobre os EUA costumam ficar ligadas ao governo e à política externa, não ao povo.
  • O caso lembra o efeito observado antes da Copa de 2014 no Brasil, quando visitantes afirmaram que a experiência superou expectativas, indicando possível avanço do soft power americano via o torneio.

Em 2018, a FIFA confirmou EUA, Canadá e México como anfitriões da Copa de 2026. Desde então, o debate incluiu o possível desinteresse pelo futebol e o impacto das políticas migratórias na chegada de turistas. A narrativa mudou com o tempo, à medida que surgiram novos relatos.

Turistas estrangeiros passaram a registrar experiências positivas nos Estados. Um alemão conhecido como @FreddyLA7 documentou a própria viagem, chamando a atenção do público e até do Departamento de Estado, que compartilhou uma de suas publicações. Seus posts mostram Atlanta, Taco Bell e Waffle House sob um olhar cotidiano.

Outros visitantes também ganharam visibilidade. Finn Agostinelli, apelidado Fiago, elogia organização de Chicago, cortesia local e patriotismo. Um turista inglês, Paul Gregory, mostra atrações fora do circuito esportivo, como o Centro Espacial Kennedy. Um vídeo de John repercutiu ao mostrar o tamanho de um Big Gulp.

Turistas suecos destacaram experiências com produtos cotidianos, como o molho ranch, e com locais como a rede Buc-ee’s. Embora cada perfil tenha estilo próprio, todos focalizam o dia a dia americano, em vez de debates políticos. O resultado é um choque entre imagem e realidade.

A imagem americana na Europa

Pesquisas indicam queda na percepção de parceria com os EUA entre europeus. Em 15 países, apenas 11% consideram os EUA um aliado, segundo o ECFR, frente a 22% em 2024. Estudos do Pew Research Center apontam diferenças entre EUA e Europa em religião, Estado e política externa.

O que se observa é que a avaliação negativa costuma recair sobre o governo e a política externa, não sobre o povo americano. Em várias pesquisas, há maior oposição ao governo Washington do que às pessoas dos Estados Unidos.

O precedente brasileiro

Antes da Copa de 2014, a cobertura internacional destacava problemas no Brasil, como violência urbana e atrasos. Após o torneio, pesquisas mostraram que 95% dos visitantes pretendiam retornar ao país, em grande parte pela experiência vivida. O fenômeno é visto como soft power.

Especialistas explicam que o turismo pode alterar percepções por meio de cultura e encontros diretos. O futebol pode não ter o mesmo peso nos EUA que em outros países, mas a Copa já começa a criar uma percepção mais integrada entre visitante e país.

Em resumo, a Copa de 2026 pode mudar aspectos estratégicos da relação Estados Unidos-Europeus, ao revelar um país mais acolhedor do que a imagem pública sugere. O efeito pode ampliar o entendimento global sobre o papel americano no cenário esportivo e cultural.

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