- A epidemia de Ebola na RDC segue se espalhando, com 676 casos confirmados e 136 mortes até quinta-feira, segundo OMS e Ministério da Saúde congoleses.
- A cepa em questão é Bundibugyo, pela qual não há vacina ou tratamento autorizado disponível.
- A maior parte dos casos está na província de Ituri, no nordeste, mas já foram registrados em 34 zonas de saúde em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul.
- Casos são identificados quase diariamente em novas zonas, indicando uma provável subnotificação e alta mobilidade da população.
- A OMS afirma que a resposta enfrenta dificuldades devido à fragilidade dos sistemas de saúde e à persistência da insegurança na região.
A epidemia de ebola no leste da República Democrática do Congo continua a se espalhar, com número crescente de casos e disseminação para novas áreas. A OMS divulgou alerta nesta sexta-feira, com base em dados do Ministério da Saúde congolês.
Conforme os dados, havia 676 casos confirmados na quinta-feira, incluindo 136 mortes. A cepa em análise é Bundibugyo, para a qual não há vacina ou tratamento autorizado. A maior parte das infecções ocorre em Ituri, no nordeste, mas registros já aparecem em 34 zonas de saúde.
A OMS aponta que casos surgem quase diariamente em novas zonas de saúde, refletindo a escala real possivelmente maior e a alta mobilidade da população. O contexto de fragilidade dos sistemas de saúde e de insegurança na região dificulta a resposta. Em Genebra, o chefe da unidade de Epidemiologia ressaltou a dificuldade de acompanhar a epidemia justamente pela mobilidade e pela cobertura de vigilância.
Dados atualizados e desdobramentos
Casos já foram relatados em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. A OMS monitora a evolução geográfica e alerta para a necessidade de reforço de vigilância, cooperação internacional e medidas de controle adaptadas às condições locais. Autoridades locais continuam liderando a resposta, com apoio de parceiros internacionais.
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