- EUA e Irã podem assinar acordo para reabrir o Estreito de Ormuz nos bastidores da cúpula do G7, em Evian, entre 15 e 17 de junho.
- O texto prevê extensão do cessar-fogo por cerca de dois meses e início de novas negociações sobre o programa nuclear do Irã.
- Além da reabertura, os EUA devem suspender parte de sanções e permitir passagem de navios comerciais pelo estreito; o Irã mantém controle do tráfego.
- O acordo ainda precisa ser aprovado pelo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, com delicadas negociações entre Iran e mediadores como Catar e Paquistão.
- Fontes da Bloomberg indicam que Trump pode enviar o vice-presidente e um enviado especial para representar o país na assinatura.
Os Estados Unidos e o Irã podem assinar nos próximos dias um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo autoridades próximas às negociações. A assinatura deve ocorrer nos bastidores da cúpula do G7 e prevê a extensão do cessar-fogo por cerca de dois meses.
O anúncio é tratado como provável por fontes da Bloomberg News, com participação de um diplomata externo ao G7. A cúpula do G7 acontece em Evian, entre 15 e 17 de junho, e Genebra é citada como possível local da assinatura no domingo.
Donald Trump indicou que o vice-presidente JD Vance e Steve Witkoff, um enviado especial, representariam os EUA na assinatura. O acordo facilitaria a prorrogação do cessar-fogo e novas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Detalhes do memorando
O texto ainda depende de aprovação do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, segundo uma autoridade europeia. Ele está atualmente indisponível para contato direto com mediadores, o que pode atrasar decisões finais.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que ainda não houve conclusão sobre o acordo, mas sinalizou avanços recentes. A agência Mehr destacou que o esboço estaria quase finalizado e pronto para decisão interna.
O acordo incluiria a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos mantidos no exterior, segundo a Mehr. Os EUA também poderiam suspender parte das sanções ao petróleo, com retirada de algumas forças dos contingentes próximos ao Irã.
A reabertura do Estreito de Ormuz é vista como crucial, pois a passagem movimenta cerca de um quinto do petróleo e gás natural globais. O Irã, porém, tem mantido posição de controle de tráfego, ainda sem confirmação de passagem livre.
Desdobramentos econômicos já foram observados: o petróleo registrou queda após anúncios de possível acordo, com o Brent abaixo de US$ 88 por barril numa sessão recente. Mercados aguardam sinais mais claros sobre a viabilidade do acordo.
Diversos fatores de segurança e de relacionamento regional aparecem como entraves potenciais, inclusive interesses de Israel que não participa diretamente das negociações. Mediadores como Catar e Paquistão atuam para manter o canal aberto.
As negociações seguem em meio a tensões entre EUA e Irã, com históricos de exercícios militares e ataques que impactaram a segurança regional e o preço da energia. O andamento depende de etapas próprias a cada parte envolvida.
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