- EUA e Irã podem assinar acordo provisório em Genebra, Suíça, no domingo (14), segundo fontes próximas às negociações.
- O memorando, chamado de Declaração de Islamabad, marcaria a primeira fase de implementação após a assinatura.
- O Irã apresenta uma base de 14 pontos, que prevê fim da guerra em várias frentes e normalização do tráfego na hidrovia; o país não assumiria novos compromissos nucleares de imediato.
- Os EUA encerrarem o bloqueio naval aos portos iranianos e não participariam da gestão do Estreito de Ormuz; há a expectativa de liberação de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados, metade já após a assinatura.
- O texto também prevê um plano de reconstrução para o Irã de pelo menos US$ 300 bilhões; questões sobre mísseis balísticos aparecem como tema ainda em discussão.
Dois ou três dias de negociações entre Estados Unidos e Irã sinalizam a assinatura de um acordo provisório possivelmente neste domingo (14). A cerimônia ocorreria em Genebra, Suíça, segundo três fontes próximas às negociações ouvidas pela CNN. A confirmação depende de formalização final das partes.
Trump indicou, na quinta-feira, a existência de um grande acordo capaz de encerrar conflitos com o Irã, com uma assinatura possivelmente europeia e a participação do vice-presidente. Fontes descrevem que a assinatura marcaria o início de uma segunda fase de negociações para implementar o memorando de entendimento.
O memorando, ainda denominado por algumas fontes como Declaração de Islamabad, mostraria a mediação do Paquistão e envolveria condições para normalizar tráfego marítimo, manter o direito iraniano ao enriquecimento de urânio e avançar em questões nucleares apenas num prazo entre 60 dias após a assinatura.
Segundo a imprensa iraniana, o acordo provisório estaria próximo de sua fase final, com rejeições sobre cedência de controle do Estreito de Ormuz e sobre mudanças imediatas no programa nuclear. O texto enfatizaria, no entanto, passos para a normalização do tráfego na hidrovia.
Entre as propostas, está a liberação de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados, com metade liberada logo após a assinatura, conforme noticiários oficiais. Também há menções a garantias de terceiros para pagamentos e a um plano de reconstrução para o Irã com valores estimados em centenas de bilhões de dólares.
Além disso, o documento discute a remoção de certos tópicos ligados ao programa de mísseis balísticos de Teerã, com ajustes a serem definidos pelo Irã e seus aliados, conforme informações veiculadas por agências associadas ao governo iraniano.
Pontos de observação indicam que a cerimônia de assinatura pode ocorrer pouco antes da passagem de uma delegação norte-americana pela cúpula do G7, na França, com o envolvimento de representantes oficiais. As partes trabalham para traduzir na prática o memorando de entendimento.
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