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EUA planejaram missão para capturar urânio do Irã; Trump ordenou suspender

EUA estiveram próximos de lançar operação terrestre para capturar urânio iraniano; Trump suspendeu por riscos de retaliação e de perdas humanas

Agência nuclear da ONU pede moderação após o Irã afirmar que “projétil hostil” atingiu local de usina nuclear
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  • EUA estavam perto de lançar uma operação terrestre para capturar urânio altamente enriquecido do Irã; o principal comandante americano visitou o quartel-general do Centcom em Tampa, Flórida, no fim de maio, para receber informações sobre planos.
  • O general Dan Caine apresentou ao presidente Donald Trump opções para essa missão, mas o presidente decidiu suspender os planos após alerta sobre provável retaliação iraniana e riscos de baixas americanas.
  • As discussões ocorreram enquanto Washington buscava avançar negociações para reabrir o Estreito de Ormuz e discutir o programa nuclear iraniano.
  • O estoque de urânio enriquecido do Irã, estimado em cerca de 970 libras (aproximadamente 440 quilos), estaria distribuído principalmente em Isfahan, Natanz e Fordow, em túneis subterrâneos.
  • Autoridades alertaram sobre os riscos de uma operação desse tipo, que exigiria grande força terrestre e poderia provocar uma escalada militar com impactos econômicos globais, incluindo o possível fechamento do estreito de Bab el-Mandeb.

EUA aproximaram-se de lançar uma operação terrestre para apreender urânio do Irã, segundo fontes próximas à CNN. O objetivo seria tomar à força materiais altamente enriquecidos, centrais ao programa nuclear iraniano, em cenários de alta sensibilidade de segurança.

O episódio envolveu o comandante militar de maior patente dos EUA, que fez uma visita secreta ao Centcom, na Flórida, para receber informações sobre planos de envio de tropas ao Irã. A movimentação ocorreu no fim do mês anterior, com retorno imediato a Tampa em 19 de maio.

As informações indicam que o objetivo era tomar o urânio em instalações iranianas; as reuniões foram descritas como extremamente urgentes, levando o chefe do Estado-Maior Conjunto a deixar um encontro da Otan para retornar ao país. Portavóe do órgão não comentou os preparativos.

Relatos indicam que o presidente Donald Trump recebeu as opções para uma missão desse tipo, mas decidiu suspender os planos após avaliação de riscos. A possibilidade de retaliação iraniana e o impacto econômico global foram citados como principais razões para a decisão.

Enquanto isso, Trump também indicava que EUA e Irã estavam próximos de acordo para reativar o Estreito de Ormuz e avançar nas negociações sobre o programa nuclear. A expectativa era de um anúncio potencial em breve, possivelmente já no fim de semana.

Uma das fontes descreveu o planejamento como de alto risco, destacando que o desfecho poderia envolver perdas significativas entre as tropas. A decisão de não aprovar a operação foi vista como previsível diante dessas avaliações.

Perspectiva iraniana sobre o desfecho

Caso as negociações fracassem, o Irã avaliou a possibilidade de responder com medidas que afetem rotas marítimas-chave, incluindo ações para o estreito de Bab el-Mandeb, segundo informações de fontes próximas ao tema. Tais medidas poderiam impactar o comércio global.

O governo iraniano tem dito que qualquer acordo deve incluir o tratamento do programa nuclear, o alívio de sanções e acordos ferroviários e de trânsito entre outras frentes, com o Estreito de Ormuz consultado como tema de resolução.

Segundo a comunidade de inteligência, o Irã teria acumulado urânio enriquecido em várias instalações, entre elas usinas de Isfahan, Natanz e Fordow, muitas vezes protegidas por túneis subterrâneos. A AIEA alerta para o potencial de produção nuclear com esse material, caso seja utilizado para fins militares.

Especialistas ressaltam que a retirada do urânio de forma segura exigiria uma força terrestre robusta, capaz de vasculhar túneis e ambientes subterrâneos. A operação, se realizada, poderia implicar alto número de baixas e grande impacto logístico.

Desdobramentos estratégicos

Se um ataque fosse lançado, bloqueios adicionais em vias marítimas estratégicas poderiam provocar consequências econômicas globais. Avaliações apontam que o Irã tem capacidade de responder com ações contra alvos próximos a navios e instalações, aumentando a complexidade de qualquer operação.

Ao longo das conversas atuais, o governo americano tem mantido a cautela, evitando divulgações oficiais sobre planos de punir diretamente o estoque de urânio. O tema permanece sensível para a continuidade de negociações envolvendo o programa nuclear iraniano.

Em declarações anteriores, o presidente minimizou a viabilidade de uma operação de captura, citando dificuldades logísticas e o risco de escalada. As autoridades destacam, porém, a importância de fechar a questão nuclear com o Irã por vias diplomáticas, sempre que possível.

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