- O hacker Patrick César da Silva Brito, 32 anos, foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, alertando autoridades sobre alguém procurado pela Justiça.
- Ele foi condenado em agosto de 2025 por invadir dispositivos do ex-prefeito de Araçatuba, Dilador Borges, e de sua esposa, Deomerce Damasceno, para extorquir dinheiro sob a ameaça de divulgar informações pessoais.
- Brito está fora do Brasil, tendo sido preso em Belgrado, Sérvia, em dezembro de 2022, e desde então trava uma disputa para evitar extradição.
- O caso ganhou repercussão no âmbito da Operação Raio-X, que investiga desvios de recursos em contratos entre prefeituras e organizações sociais; o hacker é apontado como responsável pela invasão e extorsão.
- A defesa afirma que já tinha conhecimento da inclusão na Difusão Vermelha há mais de quatro anos e contesta irregularidades no processo, esperando a retirada do nome pela Interpol; o Ministério Público Federal também investiga um suposto esquema envolvendo policiais civis do interior de São Paulo.
O hacker brasileiro Patrick César da Silva Brito, 32 anos, foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A lista é usada para alertar autoridades sobre pessoas procuradas pela Justiça em diferentes países.
Patrick foi condenado em agosto de 2025 por invadir dispositivos do ex-prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), e de sua esposa, Deomerce Damasceno. A denúncia aponta extorsão com ameaça de divulgação de dados pessoais.
Ele permanece fora do Brasil. Em 2022, Patrick foi preso na Sérvia, em Belgrado, onde vivia, e desde então discute extradição. O caso envolve disputa judicial sobre a retirada de sua participação na lista.
conexões com a Operação Raio-X
A divulgação ocorre após denúncias ligadas à Operação Raio-X, iniciada em 2020 para apurar desvios em contratos entre prefeituras e organizações sociais. Policiais apontam que Patrick teria ingressado em aparelhos apreendidos durante investigações.
A Interpol lista Patrick por crimes que incluem extorsão, invasão de dispositivos, perseguição e coação. A Difusão Vermelha facilita a localização do procurado para fins de extradição.
o que diz a defesa
A defesa afirma que a inclusão já era conhecida há mais de quatro anos e que há supostas ilegalidades no processo. O advogado Paulo Klein sustenta que a Interpol deverá analisar os fatos e espera a retirada do nome após a avaliação.
Entre na conversa da comunidade