- O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o memorando de entendimento com os EUA “nunca esteve tão próximo”, sem detalhar os pontos das negociações.
- Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os pontos para a solução diplomática foram aprovados por todas as partes, mas o Irã contestou.
- Pouco depois, a agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, disse que Teerã ainda não havia aprovado um texto de acordo com os Estados Unidos.
- Trump voltou a criticar as lideranças iranianas, chamando-as de desonestas para negociações, e afirmou que os termos divulgados pela imprensa eram falsos.
- O Irã reiterou que detalhes do memorando serão compartilhados com o público no momento adequado, mantendo reserva sobre os pontos específicos.
O Irã e os Estados Unidos continuam em movimento diplomático após declarações contraditórias sobre um possível memorando de entendimento para encerrar a guerra. Em 11/6, o governo americano sinalizou avanços, enquanto Teerã não confirmou avanços equivalentes.
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou na sexta-feira (12/6) que o memorando com os EUA está próximo, sem entrar em detalhes sobre o conteúdo das negociações. A declaração foi veiculada por fontes oficiais iranianas e pelo chanceler em exercício do Irã.
Pouco depois, a agência estatal Fars, ligada à Guarda Revolucionária, informou que Teerã ainda não aprovou um texto com os norte-americanos. A informação indica divergência entre as partes sobre o estágio atual das negociações.
Desdobramentos diplomáticos
Na sexta, Donald Trump voltou a criticar autoridades iranianas em redes sociais, afirmando que as lideranças do Irã não agem de boa fé. O ex-presidente também questionou a precisão de relatos da imprensa norte-americana sobre o conteúdo dos possíveis termos do acordo.
Segundo a Casa Branca, os termos divulgados por veículos de imprensa não correspondem ao que teria sido acordado por escrito. A comunicação de Trump não detalha quais informações teriam sido distorcidas, mantendo o tom de desconfiança em relação ao Irã.
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