- IRGC afirma que o memorando entre Irã e Estados Unidos ainda não foi aprovado pelas autoridades competentes.
- O anúncio ocorre em meio a especulações de que um acordo poderia encerrar o conflito entre os dois países.
- Segundo a IRGC, as tentativas dos EUA de alterar o texto de 14 artigos falharam; Washington disse, por meio de um mediador do Catar, que mudanças não seriam mais necessárias.
- A IRNA informou que o rascunho não prevê concessões sobre o Estreito de Ormuz.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano reiterou que não houve conclusão final sobre o memorando, enquanto Trump afirmou que os pontos finais já teriam sido acordados, gerando divergência de interpretação.
O memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos ainda não recebeu aprovação final pelas autoridades competentes, informou nesta sexta-feira a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A divulgação ocorre em meio a especulações sobre um acordo que poderia encerrar o conflito entre os dois países. O anúncio coincide com afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que um entendimento estaria próximo de ser assinado.
A IRGC disse que as tentativas dos EUA de alterar o texto, que tem 14 artigos, não obtiveram sucesso. Segundo a acusação, Washington informou, por meio de um mediador do Catar, que mudanças recentes não seriam mais necessárias. Teerã, porém, rejeitou novas alterações propostas.
A IRNA, agência de notícias oficial do Irã, disse que o rascunho não prevê concessões sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo. O texto, ainda sem aprovação formal, não exige que o Irã ceda a gestão da passagem nem restaure condições anteriores à ofensiva coordenada por EUA e Israel, segundo a leitura da agência.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que não houve conclusão final sobre o memorando. Assim, qualquer especulação sobre o conteúdo do acordo deve ser tratada com cautela. Enquanto isso, Trump indicou ontem que as partes teriam concordado com os pontos finais, gerando divergência de interpretação entre Teerã e Washington.
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