- Lula viaja no domingo para a cúpula do G7 na França, buscando defender o multilateralismo e criticar medidas protecionistas dos países ricos.
- O presidente não pretende tratar diretamente de conflitos com os EUA, adotando tom diplomático para não elevar tensões na relação bilateral.
- No debate, Lula deve cobrar compromisso dos países desenvolvidos com o financiamento de iniciativas contra a pobreza e pelo desenvolvimento de nações emergentes.
- Além da cúpula, o Brasil deve realizar reuniões bilaterais, incluindo com o Japão, em busca de um possível acordo comercial com o Mercosul.
- Na agenda, há um almoço com representantes do setor de tecnologia para discutir soberania digital e inteligência artificial; não há confirmação de encontro com o presidente norte‑americano Donald Trump durante a passagem pela França.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca no domingo, 14 de junho de 2026, para a cúpula do G7 na França. O objetivo é defender o multilateralismo e criticar medidas protecionistas adotadas por países desenvolvidos, incluindo tarifas no comércio.
A viagem ocorre em meio a tensões comerciais internacionais, como propostas de tarifas de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros. Lula pretende manter o tom diplomático, sem tratar diretamente de disputas com Washington, buscandoRATE manter a cooperação internacional.
A estratégia é apresentar o Brasil de forma firme, mas sem acirrar a relação com os EUA. O foco está na cooperação internacional e na reforma da governança global, diferindo do tom domesticamente adotado pelo presidente.
Crescimento econômico e parcerias
Durante o G7, Lula participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado. O Brasil critica modelos excludentes que geram vulnerabilidade e pedirá maior investimento privado aliado a financiamento internacional para pobreza e desenvolvimento.
O presidente também participará de sessões sobre parcerias internacionais e desenvolvimento global. Espera-se que o grupo reconheça limites na transferência de recursos a emergentes e convoque maior participação de capital privado nessas nações.
Reuniões bilaterais e agenda tecnológica
Além da pauta da cúpula, Lula deve realizar encontros bilaterais. França e Japão manifestaram interesse, com prioridade para um possível acordo entre Japão e Mercosul, cuja divulgação pode ocorrer após a reunião.
Na quarta-feira, 17 de junho, está prevista uma reunião com o setor de tecnologia, incluindo um almoço para discutir oportunidades e desafios da inteligência artificial. A agenda deve abordar soberania digital e iniciativas como o ECA Digital.
Observações sobre a agenda
Até o momento, não há confirmação de reunião com representantes da União Europeia, como Ursula von der Leyen, nem com António Costa, sobre o veto às carnes brasileiras. Paralelas com líderes europeus permanecem em aberto durante a passagem pela França.
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