- No último dia de viagem pela Espanha, o papa Leão XIV discursou em um centro de acolhimento em Tenerife e disse que a dignidade humana não tem passaporte, defendendo os imigrantes.
- Ele criticou a indiferença de governos que, sob pressão da extrema direita, endurecem as políticas de entrada de estrangeiros.
- Tenerife e Gran Canaria são portas de entrada de migrantes sem documentos que chegam à Espanha e à Europa.
- Em Arguineguín, Gran Canaria, o pontífice lançou uma coroa de flores ao mar em homenagem às milhares de pessoas que morreram tentando chegar às ilhas; quase 1.200 pessoas morreram ou desapareceram na rota África para as Canárias no ano passado, segundo a Organização Internacional para as Migrações.
- Antes de retornar a Roma, Leão XIV deve se reunir com representantes de organizações religiosas e laicas que ajudam migrantes e celebrar missa ao ar livre no porto de Santa Cruz de Tenerife.
O Papa Leão XIV defendeu os imigrantes durante o último dia de viagem à Espanha, em Tenerife. Em discurso no centro de acolhimento Las Raíces, ele afirmou que a dignidade humana não tem passaporte e criticou políticas mais restritivas.
O pontífice ressaltou que todos são peregrinos e pediu que a travessia seja mais humana. A intervenção ocorreu diante de centenas de imigrantes e voluntários que acompanham o centro.
Antes, ele reuniu-se com representantes de entidades religiosas e laicas que atuam na assistência aos migrantes, e celebrou uma missa ao ar livre no porto de Santa Cruz de Tenerife.
Na semana, o Papa já havia visitado Madri e Barcelona, chegando ainda a Gran Canaria. Em Arguineguín, lançou uma coroa de flores ao mar em memória de vítimas da rota migratória.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações, quase 1.200 pessoas morreram ou desapareceram na rota da África para as Canárias no último ano, configurando uma das trajetórias mais letais do mundo.
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