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Parcialidade de Moraes leva à anulação da extradição de Zambelli

Justiça italiana aponta imparcialidade de Moraes e anula extradição de Carla Zambelli, citando atuação dual como julgador e parte no crime

Ministro Alexandre de Moraes Foto: Fotos: Wilton Junior e Felipe Rau/Estadão
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  • A Corte de Cassação da Itália anulou a extradição de Carla Zambelli, alegando possível parcialidade do ministro Alexandre de Moraes no julgamento.
  • A decisão aponta que Moraes atuou em “dupla veste”: como julgador e como pessoa afetada pelo crime atribuído à ré.
  • Zambelli foi condenada pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça e pelo porte de arma de fogo ilegal durante as eleições de 2022.
  • Um hacker teria inserido um mandado falso de prisão contra Moraes no sistema da Justiça, a mando da própria Zambelli.
  • O processo depende de manifestação do ministro da justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem 45 dias para se pronunciar a partir do acórdão; decisões anteriores já haviam favorecido a extradição nos dois casos.

A Corte de Cassação da Itália anulou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, citando possível parcialidade do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão aponta que Moraes atuou em dupla veste: julgador e pessoa afetada pelo crime.

Segundo o veredito, há elementos que levantam dúvida objetiva sobre a imparcialidade do Tribunal que condenou Zambelli. A defesa de Zambelli afirma que o juiz poderia ter conflito de interesses. O caso envolve ações ligadas ao CNJ.

Pontos-chave do caso

Zambelli foi condenada pela invasão de sistema do CNJ e pelo porte de arma ilegal durante as eleições de 2022. A peça judicial também descreve um mandado falso de prisão contra Moraes, inserido no sistema da Justiça por Walter Delgatti Neto, segundo a acusação.

A extradição já havia sido deferida por decisões anteriores da Justiça italiana. O acórdão atual anula esse entendimento, elevando a decisão final a depender do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem 45 dias para se manifestar.

Zambelli foi libertada após a nova decisão. Ela publicou vídeo em rede social com o marido e o advogado, associando o momento a datas e nomes de familiares. A defesa da brasileira reforça que o processo segue trâmites legais no país europeu.

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