- A Corte de Cassação da Itália anulou a extradição de Carla Zambelli, alegando possível parcialidade do ministro Alexandre de Moraes no julgamento.
- A decisão aponta que Moraes atuou em “dupla veste”: como julgador e como pessoa afetada pelo crime atribuído à ré.
- Zambelli foi condenada pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça e pelo porte de arma de fogo ilegal durante as eleições de 2022.
- Um hacker teria inserido um mandado falso de prisão contra Moraes no sistema da Justiça, a mando da própria Zambelli.
- O processo depende de manifestação do ministro da justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem 45 dias para se pronunciar a partir do acórdão; decisões anteriores já haviam favorecido a extradição nos dois casos.
A Corte de Cassação da Itália anulou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, citando possível parcialidade do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão aponta que Moraes atuou em dupla veste: julgador e pessoa afetada pelo crime.
Segundo o veredito, há elementos que levantam dúvida objetiva sobre a imparcialidade do Tribunal que condenou Zambelli. A defesa de Zambelli afirma que o juiz poderia ter conflito de interesses. O caso envolve ações ligadas ao CNJ.
Pontos-chave do caso
Zambelli foi condenada pela invasão de sistema do CNJ e pelo porte de arma ilegal durante as eleições de 2022. A peça judicial também descreve um mandado falso de prisão contra Moraes, inserido no sistema da Justiça por Walter Delgatti Neto, segundo a acusação.
A extradição já havia sido deferida por decisões anteriores da Justiça italiana. O acórdão atual anula esse entendimento, elevando a decisão final a depender do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem 45 dias para se manifestar.
Zambelli foi libertada após a nova decisão. Ela publicou vídeo em rede social com o marido e o advogado, associando o momento a datas e nomes de familiares. A defesa da brasileira reforça que o processo segue trâmites legais no país europeu.
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