- O pintor armênio Haroutiun Galentz (1910–1967) volta a ganhar destaque na Europa, com foco na Itália e no Líbano, incluindo nova monografia em inglês pela Skira e eventos em Paris e Beirute.
- A obra de Galentz é tema de referência na monografia Haroutiun Galentz: The Form of Colour, organizada por Vartan Karapetian e Marie Tomb, que reúne telas de diversas coleções internacionais.
- Em Ca’ Foscari, Veneza, ocorreu no dia 25 de maio uma conferência de um dia sobre o trabalho e o legado cultural do artista, organizada pelo CSAR em parceria com a Armenian Arts Council e a Skira.
- Galentz viveu em Beirute entre 1926 e 1946, participou da Exposição de Beirute na Pavilhão Libanês na Feira Mundial de Nova York de 1939 e, após a Segunda Guerra Mundial, mudou-se para a União Soviética.
- Suas obras são reconhecidas pela cor vibrante e composições dinâmicas, explorando deslocamento e resiliência; a última pintura, Spring in Our Garden (1967), é citada como símbolo de superação diante de genocídio e censura.
Haroutiun Galentz, pintor Armenian modernista (1910–1967), volta a ganhar atenção na Europa. Um livro recente reavalia seu legado, com uma conferência dedicada na Ca’ Foscari University of Venice neste mês.
A obra destaca Galentz como sobrevivente do Genocídio Armênio e sua trajetória pode ser lida como testemunho de resiliência e criatividade frente a atrocidades. O renascimento ocorre tanto na Itália quanto no Líbano.
Em 2025, a monografia em inglês publicada pela Skira desembarcou em Paris e no Pavilhão Nuhad Es-Said, ligado ao National Museum of Beirut. O livro reúne obras da National Gallery of Armenia, da Janibekyan Collection e acervos de museus e coleções privadas.
A pesquisa reúne pinturas, documentos arquivísticos, cartas e memórias que ressaltam Galentz como moderno cosmopolita de alcance internacional. A obra dialoga com o contexto de exílio, memória e modernidade em sua produção.
Ca’ Foscari recebeu no dia 25 de maio uma conferência de um dia sobre o trabalho e o legado cultural de Galentz. O encontro reuniu estudiosos e pesquisadores internacionais para discutir sua formação artística.
No período entre guerras e pós-guerra, Galentz consolidou-se como figura central na Beirut cosmopolita. Entre 1926 e 1946, sua atuação ganhou relevância ao ampliar a visibilidade da modernidade libanesa, inclusive na Feira Mundial de Nova York de 1939.
Após a Segunda Guerra, Galentz retornou à região e mudou-se para a União Soviética. Em 1962, sua primeira exposição solo recebeu críticas positivas e impulso de escritores como Ilya Ehrenburg, ajudando a consolidar sua notoriedade.
Mesmo durante a chamada época de thaw na União Soviética, o pintor manteve traços da tradição Beaux-Arts e das vanguardas francesas. Suas obras mostram cor intensa, composições dinâmicas e uma profundidade emocional marcada pela experiência de vida.
A última obra conhecida, Spring in Our Garden (1967), é ressaltada como reflexo de enfrentamento às cicatrizes do genocídio, do stalinismo e da repatriação. A curadoria enfatiza que Galentz expressou beleza como resistência.
A repercussão atual amplia o enquadramento de Galentz além de canonizações nacionais. Estudiosos e instituições analisam as pinturas a partir de fronteiras, destacando a capacidade da arte de resistir, curar e afirmar a humanidade.
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