- O Planalto pretende que Lula mantenha tom diplomático no discurso no G7 (15 a 17 de junho) e evite mencionar diretamente as tarifas americanas.
- O objetivo é não inflamar tensões e manter as negociações em andamento, sem tom de confronto no cenário internacional.
- Lula deve enfatizar regras multilaterais de comércio e criticar medidas que limitam circulação de produtos e investimentos entre países.
- O governo contesta as justificativas dos Estados Unidos para as tarifas e aponta que argumentos visam sustentar medidas políticas e jurídicas.
- As conversas técnicas seguem entre o Ministério da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o representante comercial dos EUA; nova reunião está marcada para esta semana, data não divulgada.
O Planalto pretende que Lula adote um tom diplomático ao falar sobre as tensões com os EUA na cúpula do G7, entre 15 e 17 de junho. O objetivo é evitar acentuar o conflito com referências diretas às tarifas sobre produtos brasileiros.
A estratégia aponta que não há necessidade de reproduzir o tom dos debates domésticos no âmbito internacional. Uma eventual confrontação direta no G7 poderia elevar as tensões, prejudicando as atuais negociações entre as equipes técnicas dos dois países.
A ideia é que Lula defenda regras multilaterais de comércio e critique medidas que limitem circulação de produtos e investimentos, mantendo o foco em soluções coletivas e no fortalecimento de relações comerciais.
Encontro com Trump
Não se espera uma reunião bilateral entre Lula e o presidente americano, Donald Trump, durante a presença no G7. A avaliação é de que um encontro formal teria pouco efeito prático neste momento, dado o andamento das negociações técnicas.
Até o fechamento desta notícia, não havia pedido de reunião bilateral por nenhuma das partes. Há, no entanto, a possibilidade de conversa informal caso os presidentes se encontrem durante atividades da cúpula.
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