- A Suprema Corte dos EUA negou o recurso do Alabama para executar um homem usando gás nitrogênio; a decisão não traz explicação no despacho de emergência.
- Os juízes dissidentes Clarence Thomas, Samuel Alito e Neil Gorsuch teriam concedido o pedido de execução.
- Alabama já executou sete pessoas por nitrogênio desde a introdução do método, em janeiro de 2024.
- A asfixia por nitrogênio foi banida permanentemente por um juiz federal nesta semana, após depoimentos de especialistas e testemunhas sobre a prática.
- Jeffery Lee, 49 anos, estava previsto para ser executado às 18h00 locais; ele foi condenado por assassinato em um roubo a uma casa de penhores em 1998, com sentença mantida após decisão de um juiz sobre a forma de cumprimento da pena.
O Supremo Tribunal dos EUA negou um recurso da Alabama para executar um homem usando gás nitrogênio. A decisão ocorreu em caráter de urgência, sem explicação no despacho, divulgado na sexta-feira.
Dois tribunais inferiores haviam bloqueado o uso do gás em execuções, alegando possível violação à proibição constitucional de punição cruel. Alabama recorreu da decisão após o veto.
Justices Clarence Thomas, Samuel Alito e Neil Gorsuch manifestaram dissidência, sinalizando que teriam concedido o pedido de Alabama. A prática de nitrogênio hipoxiante foi introduzida em 2024 pela origem sulista.
Jeffery Lee, 49, estava no corredor da morte e seria executado às 18h locais. Ele foi condenado por matar duas pessoas em um roubo a uma casa de penhores em 1998 e estava no cárcere há mais de 20 anos.
A defesa de Lee questionava a validade do método, que priva o condenado de oxigênio puro até a asfixia. A prática foi permanentemente suspensa por decisão de um juiz federal nesta semana.
Alabama ainda pode buscar outra modalidade de execução. O estado mantém a pena de morte vigente, mas a possibilidade de aplicar Lee por outro meio permanece em aberto.
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