- Acnur confirmou as primeiras mortes relacionadas ao ebola no campo de Kpangba, que abriga cerca de trinta mil deslocados no leste da República Democrática do Congo.
- As vítimas foram uma mulher de sessenta anos e sua filha, ambas diagnosticadas após a morte; a mulher testou positivo em 30 de maio e morreu no dia seguinte; a filha morreu em 1º de junho.
- Ao menos oito contatos próximos da mulher foram identificados, elevando o risco de novos casos.
- Moradores atiraram pedras contra veículos da Organização Mundial da Saúde ao tentar se aproximar; a desconfiança dificulta o controle do surto.
- O surto envolve a variante Bundibugyo do ebola, sem vacina ou tratamento aprovado; já são 676 casos e 136 mortes no país, e 19 infecções em Uganda; o vírus já atingiu três províncias. A OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional em 17 de maio.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) confirmou as primeiras mortes por Ebola no campo de Kpangba, no leste da República Democrática do Congo. O campo abriga cerca de 30 mil pessoas deslocadas.
As vítimas são uma mulher de 60 anos e sua filha, ambas diagnosticadas com o vírus após a morte. A mulher havia testado positivo em 30 de maio, mas deixou a quarentena antes de ser localizada.
Ela morreu no dia seguinte, e a filha faleceu em 1º de junho. Ao menos oito contatos próximos da vítima foram identificados, ampliando o risco de novos casos.
Moradores atacaram veículos da Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a aproximação das equipes, dificultando a ação sanitária. Relatos indicam enterros com desrespeito aos protocolos de biossegurança.
Contexto epidemiológico
O surto já se espalhou por três províncias desde 17 de maio, quando a OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional. Até esta sexta, o Congo registrou 676 casos e 136 mortes.
A doença também chegou à Uganda, com 19 infecções notificadas até o momento. A variante em circulação é Bundibugyo, sem vacina ou tratamento aprovado específico até o momento.
Especialistas apontam que a circulação do vírus pode ter passado despercebida por semanas, o que complica as ações de contenção e ampliação de medidas de vigilância.
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