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Surto de Ebola atinge campo de refugiados no Congo com 30 mil pessoas

Ebola se espalha para campo de refugiados com 30 mil pessoas na RD do Congo, com duas mortes e ao menos oito contatos, complicando vigilância sanitária e resposta local

Trabalhadores usando equipamentos de proteção visitam um paciente em uma unidade de isolamento em um centro de tratamento de Ebola em Monigi, na República Democrática do Congo, em 2 de junho de 2026.
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  • Acnur confirmou as primeiras mortes relacionadas ao ebola no campo de Kpangba, que abriga cerca de trinta mil deslocados no leste da República Democrática do Congo.
  • As vítimas foram uma mulher de sessenta anos e sua filha, ambas diagnosticadas após a morte; a mulher testou positivo em 30 de maio e morreu no dia seguinte; a filha morreu em 1º de junho.
  • Ao menos oito contatos próximos da mulher foram identificados, elevando o risco de novos casos.
  • Moradores atiraram pedras contra veículos da Organização Mundial da Saúde ao tentar se aproximar; a desconfiança dificulta o controle do surto.
  • O surto envolve a variante Bundibugyo do ebola, sem vacina ou tratamento aprovado; já são 676 casos e 136 mortes no país, e 19 infecções em Uganda; o vírus já atingiu três províncias. A OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional em 17 de maio.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) confirmou as primeiras mortes por Ebola no campo de Kpangba, no leste da República Democrática do Congo. O campo abriga cerca de 30 mil pessoas deslocadas.

As vítimas são uma mulher de 60 anos e sua filha, ambas diagnosticadas com o vírus após a morte. A mulher havia testado positivo em 30 de maio, mas deixou a quarentena antes de ser localizada.

Ela morreu no dia seguinte, e a filha faleceu em 1º de junho. Ao menos oito contatos próximos da vítima foram identificados, ampliando o risco de novos casos.

Moradores atacaram veículos da Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a aproximação das equipes, dificultando a ação sanitária. Relatos indicam enterros com desrespeito aos protocolos de biossegurança.

Contexto epidemiológico

O surto já se espalhou por três províncias desde 17 de maio, quando a OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional. Até esta sexta, o Congo registrou 676 casos e 136 mortes.

A doença também chegou à Uganda, com 19 infecções notificadas até o momento. A variante em circulação é Bundibugyo, sem vacina ou tratamento aprovado específico até o momento.

Especialistas apontam que a circulação do vírus pode ter passado despercebida por semanas, o que complica as ações de contenção e ampliação de medidas de vigilância.

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