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Violência contra imigrantes em Belfast espalha medo nas ruas

Distúrbios em Belfast espalham medo entre imigrantes, com ataques a casas e comércios e intimidações que mantêm famílias em casa

Loja étnica em Belfast, Irlanda do Norte, que foi incendiada em meio a onda de violência anti-imigrantes — Foto: REUTERS/Isabel Infantes
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  • Distúrbios em Belfast começaram na terça-feira após a acusação de tentativa de homicídio envolvendo um homem sudanês.
  • Grupos mascarados percorreram bairros, incendiando casas e carros e atacando minorias étnicas; episódios menores ocorreram também na quarta-feira.
  • Comunidades migrantes dizem estar com medo de sair de casa; mulheres e crianças estão em estado de choque.
  • O ministro para a Irlanda do Norte classificou os ataques como violência racista de marginais.
  • Voluntários e moradores respondem com solidariedade: centenas de caixas de alimentos estão sendo distribuídas e trabalhadores relatam abordagens por patrulhas de vigilantes.

Na noite de terça-feira, distúrbios em Belfast se espalharam depois de um ataque com faca no qual um homem de origem sudanesa foi acusado de tentativa de homicídio. Grupos mascarados percorreram ruas, incendiando casas e veículos e atacando moradores de minorias étnicas. O medo se espalhou entre imigrantes que vivem na cidade.

Usuários de redes sociais registraram imagens de confrontos entre facções, aumentando a sensação de insegurança para quem reside na região. A violência incluía ataques a residências e comércios pertencentes a pessoas identificadas como imigrantes, gerando relatos de invasões e vandalismo.

Oficiais locais indicaram que a onda de violência se intensificou na terça e houve novos episódios na quarta-feira, com potenciais desdobramentos para os próximos dias. O ministro britânico para a Irlanda do Norte classificou os ataques como violência racista promovida por marginais.

Impacto nas comunidades

Para moradores migrantes, as ações violentas reavivaram traumas de fugas de conflitos em seus países. Relatos apontam mulheres e crianças em estado de choque, mantendo-se em casa para evitar riscos. A insegurança vem afetando a rotina, incluindo deslocamentos e frequência escolar.

Trechos de Belfast também registraram relatos de patrulhas de vigilantes próximas a hospitais, com verificação de origem étnica de trabalhadores e filmagem de placas de veículos. Enfermeiras e profissionais de saúde relataram perseguições realizadas por grupos mascarados.

Voluntários de sindicatos ajudaram famílias a deixar estágios de moradia, após o temor de novas ações. Trabalhadores disseram ter sido abordados por patrulhas nas ruas, o que elevou a sensação de risco entre quem atua na cidade.

Resposta e solidariedade

Apesar da violência, há apontamentos de apoio comunitário surgindo em meio ao medo. Moradores de origem indiana e membros de entidades locais relataram ações de ajuda a famílias afetadas, como oferta de refeições e distribuição de alimentos.

Representantes da comunidade destacaram que a cidade possui pessoas solidárias que desejam manter Belfast unida. Líderes locais enfatizam que a maioria da população não compactua com o ódio, mantendo foco na convivência e no apoio mútuo.

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