- EUA e Irã avançaram nas negociações de um acordo provisório para reabrir o Estreito de Ormuz, via principal rota de transporte de petróleo.
- O Paquistão, mediador, disse que as partes concordaram com a estrutura principal e que a assinatura eletrônica pode ocorrer em breve, com discussões técnicas na próxima semana.
- O Irã adotou cautela quanto à data exata da assinatura, afirmando que não deve acontecer já no domingo.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nas redes sociais, que o acordo seria assinado no domingo e que o estreito ficaria aberto a todos após a assinatura.
- O acordo prevê abertura gradual de Ormuz, com benefícios econômicos para o Irã e sanções a serem aliviadas conforme cumprimento de exigências dos Estados Unidos, mantendo a soberania iraniana sobre o estreito.
Estados Unidos e Irã avançaram nas negociações para um acordo provisório que pode reabrir o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo. O Paquistão, mediador, disse que as partes concordaram com uma estrutura de paz e que a assinatura eletrônica pode ocorrer em breve.
O Irã adotou cautela sobre o prazo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que ainda é necessário confirmar a data da assinatura do memorando de entendimento e que não deverá ocorrer já no domingo, segundo a imprensa estatal.
O presidente americano, Donald Trump, havia afirmado pelas redes sociais que o acordo seria assinado no domingo e que Ormuz ficaria aberto após a assinatura.
Paquistão vê avanço
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse no X que as partes estão mais próximas de um acordo de paz. Islamabad prepara-se para uma assinatura eletrônica, seguida de debates técnicos na próxima semana.
Uma autoridade dos EUA não comentou o momento exato da assinatura, apenas qualificou o acordo como muito bom e vantajoso.
O que está em negociação
O foco imediato é a reabertura gradual de Ormuz, que registrava cerca de 140 navios diários antes do conflito. A proposta, segundo fontes citadas pela Bloomberg, prevê etapas com benefícios para o Irã conforme cumpre exigências dos EUA.
Washington busca impedir o desenvolvimento de um programa nuclear militar no Irã, mantendo apenas um programa civil e a retirada de material enriquecido. Em contrapartida, o acordo prevê alívio de sanções e reintegração progressiva da economia iraniana.
O ministro iraniano Abbas Araghchi disse que a soberania sobre o estreito seria preservada. Ele afirmou que o entendimento está mais próximo do que nunca, mas a assinatura depende da análise final dos termos.
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