- O funeral de Ali Khamenei começará em Teerã no dia 4 de julho e será concluído com o sepultamento em Mashhad, no nordeste do Irã, no dia 9 de julho.
- O líder supremo faleceu em fevereiro, durante os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao país.
- A morte de Khamenei encerra mais de três décadas de liderança na República Islâmica.
- Seu substituto, o aiatolá Mojtaba Khamenei, ainda não fez aparições públicas e tem estado com informações de saúde não confirmadas.
- Ao longo de seu governo, Khamenei manteve uma linha dura e consolidou estruturas paralelas no Estado, como a Guarda Revolucionária, para influenciar políticas.
O funeral de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, será iniciado em Teerã no dia 4 de julho e será concluído com o sepultamento na cidade de Mashhad, no nordeste do país, em 9 de julho. A informação foi veiculada pela mídia estatal iraniana neste sábado (13).
Khamenei morreu em fevereiro durante os ataques coordenados de EUA e Israel contra o Irã. Seu falecimento encerra mais de 30 anos de liderança da República Islâmica. A ordem de sucessão ainda é motivo de atenção internacional.
Ele foi sucedido por seu filho, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu publicamente e cuja condição de saúde é desconhecida. A transição de poder ocorre em um momento de tensão regional.
Contexto e legado
Ali Khamenei participou ativamente da Revolução Islâmica de 1979 ao lado de Ruhollah Khomeini, moldando a estrutura de governo iraniano até sua morte. Nascido em Mashhad, recebeu formação religiosa em Qom e desempenhou papéis centrais no regime ao longo das décadas.
Entre as ações marcantes, destaca-se a centralização de poder por meio de estruturas paralelas, como a Guarda Revolucionária, fortalecendo sua influência sobre políticas internas e externas. Relatos de 2018 indicaram controle sobre recursos financeiros expressivos, usados para ações políticas, segundo a imprensa internacional na época.
Entre na conversa da comunidade