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Irã anuncia início do funeral de Ali Khamenei em 4 de julho e sepultamento em 9

Funeral do líder iraniano Ali Khamenei começa em Teerã em quatro de julho e encerra com sepultamento em Mashhad, nove de julho

Foto de arquivo: o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, discursa em 9 de fevereiro de 2026 — Foto: WANA via Reuters
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  • O funeral de Ali Khamenei começará em Teerã no dia 4 de julho e será concluído com o sepultamento em Mashhad, no nordeste do Irã, no dia 9 de julho.
  • O líder supremo faleceu em fevereiro, durante os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao país.
  • A morte de Khamenei encerra mais de três décadas de liderança na República Islâmica.
  • Seu substituto, o aiatolá Mojtaba Khamenei, ainda não fez aparições públicas e tem estado com informações de saúde não confirmadas.
  • Ao longo de seu governo, Khamenei manteve uma linha dura e consolidou estruturas paralelas no Estado, como a Guarda Revolucionária, para influenciar políticas.

O funeral de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, será iniciado em Teerã no dia 4 de julho e será concluído com o sepultamento na cidade de Mashhad, no nordeste do país, em 9 de julho. A informação foi veiculada pela mídia estatal iraniana neste sábado (13).

Khamenei morreu em fevereiro durante os ataques coordenados de EUA e Israel contra o Irã. Seu falecimento encerra mais de 30 anos de liderança da República Islâmica. A ordem de sucessão ainda é motivo de atenção internacional.

Ele foi sucedido por seu filho, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu publicamente e cuja condição de saúde é desconhecida. A transição de poder ocorre em um momento de tensão regional.

Contexto e legado

Ali Khamenei participou ativamente da Revolução Islâmica de 1979 ao lado de Ruhollah Khomeini, moldando a estrutura de governo iraniano até sua morte. Nascido em Mashhad, recebeu formação religiosa em Qom e desempenhou papéis centrais no regime ao longo das décadas.

Entre as ações marcantes, destaca-se a centralização de poder por meio de estruturas paralelas, como a Guarda Revolucionária, fortalecendo sua influência sobre políticas internas e externas. Relatos de 2018 indicaram controle sobre recursos financeiros expressivos, usados para ações políticas, segundo a imprensa internacional na época.

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