- O ex-comandante taleban Haji Najibullah foi condenado em tribunal federal de Manhattan a 42 anos de prisão pela participação no sequestro de David Rohde, repórter do New York Times, em 2008.
- Najibullah se declarou culpado em 25 de abril de 2025 por sequestro e por fornecer apoio material a atos de terrorismo que resultaram em morte.
- Rohde e dois associados afegãos foram mantidos reféns por cerca de sete meses, com vídeos de resgate forçado e ameaças de morte.
- A fuga ocorreu em junho de 2009, quando Rohde e seu tradutor escalaram o muro do cativeiro usando uma corda escondida entre roupas, após vigilância dos guardas.
- O juiz Katherine Polk Failla proferiu a sentença; Rohde testemunhou dizendo que lamenta ter aceitado a entrevista.
Haji Najibullah, ex-líder militante, foi condenado no tribunal federal de Manhattan por sequestrar o jornalista americano David Rohde e dois acompanhantes afegãos, mantendo-os sob custódia por cerca de sete meses. O delito ocorreu durante a década de 2000, quando Najibullah atuava como comandante Taliban.
O julgamento tratou da participação dele na captura de Rohde durante uma entrevista que acabou transformando-se em sequestro. Rohde foi obrigado a gravar vídeos de resgate e enfrentar medidas de intimidação para pressionar pela libertação de prisioneiros.
Najibullah já havia se declarado culpado, em 25 de abril de 2025, por posse de reféns e por fornecer apoio material a atos terroristas que resultaram em mortes. O caso envolve também a acusação de ataques contra militares americanos.
Najibullah compareceu ao tribunal algemado, trajando uniforme carcerário, enquanto Rohde testemunhava sobre o impacto do sequestro na família e na carreira do jornalista. A defesa pediu 18 anos de prisão; os promotores pediram prisão perpétua.
Sentença e próximos passos
A juíza Katherine Polk Failla proferiu a sentença de 42 anos de prisão. Najibullah aceitou a decisão ao término da leitura. Rohde assistiu da galeria, emocionado ao fim do veredicto.
Segundo relato, Rohde e seu tradutor escaparam em 9 de junho de 2009, após encontrarem uma corda na área de serviço do abrigo, escalando o muro e buscando abrigo em uma base militar paquistanesa.
A investigação detalha ainda que Najibullah usou um dos telefones dos reféns para falar com a redação do Times em Kabul, justificando o cativeiro como resposta a supostos espiões para forças da coalizão.
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