- O Papa Leão XIV encerrou a visita às Ilhas Canárias reunindo-se com migrantes no centro de acolhimento Las Raíces e disse que “todos somos migrantes”, pedindo que a travessia seja mais humana.
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- No porto de Arguineguín, o pontífice jogou flores ao mar em memória de milhares de vidas perdidas e emocionou-se com o depoimento do capitão Tito Villarmea, que salvou 20 mil migrantes nos últimos 18 anos.
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- Leão XIV criticou a indiferença e advertiu que a dignidade humana não tem passaporte, dirigindo mensagem aos traficantes humanos para que se convertam.
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- O papa defendeu a integração dos migrantes, dizendo que integrá-los não apaga sua memória nem impede que se sintam parte da comunidade.
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- Em entrevista ao Correio, Villarmea disse que o encontro foi muito emotivo e que o papa deu visibilidade ao salvamento marítimo; ele não se considera herói, apenas trabalhador, e destacou a gravidade da rota migratória.
O Papa Leão XIV encerrou sua visita à Espanha com um encontro no centro de acolhimento Las Raíces, nas Ilhas Canárias, reunindo migrantes e voluntários. O pontífice falou sobre a dignidade humana sem passaporte e pediu que a travessia seja mais humana para todos.
Em Arguineguín, o líder católico prestou homenagem às vítimas das travessias, jogando flores ao mar. Ele ouviu depoimento do capitão Tito Villarmea, que comanda o navio de resgate Urania e soma 20 mil salvamentos ao longo de 18 anos, destacando o peso do trabalho dos equipes de resgate.
O papa enfatizou que a indiferença não pode frear a proteção aos migrantes e assinou um trecho de fé ao abençoar um crucifixo azul, feito com madeira de uma embarcação de migrantes. Ao longo do passeio, ele reiterou que a dignidade humana não tem fronteiras.
Durante a turnê pelas Ilhas Canárias, Leão XIV lançou críticas à postura de alguns setores europeus em relação à migração. O discurso sinalizou a necessidade de políticas migratórias que promovam a integração sem apagar a memória de quem chega.
Em entrevista ao Correio, Villarmea descreveu o encontro como muito emotivo, destacando a visibilidade que a visita do Papa trouxe ao salvamento marítimo e à realidade da imigração na região. O capitão ressaltou o desafio de salvaguardar vidas em uma rota marcada por riscos.
Segundo Villarmea, muitos migrantes chegam aos canis desfeitos, com mulheres grávidas e bebês a bordo, após dias de viagem. Ele informou que o Papa agradeceu pessoalmente pela atuação da equipe e pela atenção às Ilhas Canárias.
Leão XIV também chamou a atenção para a contradição entre a proteção aos direitos humanos e as políticas migratórias, ao afirmar que a Europa não pode transformar o Mediterrâneo e o Atlântico em cemitérios sem lápides.
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